Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009
FALTAM CINCO DIAS PARA O DIA 5!!!
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Socorremo-nos desta alterada imagem enviada pelo nosso reporter especial às Gualterianas, Agostinho Vaz, para dar conta de que entrámos na recta final a caminho de S.Pedro do Alvito!

A nossa disponibilidade editorial não tem sido muita mas hoje lá conseguimos arrumar o conventinho.Do casamento dos Casais, aos apelos do Vaz, passando pela grande forma literária do Joaquim Afonso, de tudo se faz a vida neste nosso Convento c@puchinho!

Podemos informar que Frei Lopes Morgado prepara para todos nós uma agradável surpresa!

Voltamos a apelar a todos os nosso irmãos professos, que, cremos se encontram neste momento no habitual Retiro anual, para que dirijam os seus passos para Barcelos no próximo dia 5! Era uma excelente forma de assinalar o encerramento dos 800 anos de nosso seráfico Pai S.Francisco.

Não tenham dúvidas, isto, faz-se com todos nós, os que saímos e os que continuam.

O António Joaquim e os outros membros da AAC aguardam pela vossa ainda possível inscrição!

Enquanto aguardamos mais testemunhos da expectativa que vai aí por esses coraçõezinhos, desejamos um bom resto de dia!

antónio colaço


publicado por animo às 07:47
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LEITURA:AS ALMINHAS DA NOSSA TERRA
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AS ALMINHAS DA MINHA TERRADEUSAS DAS ENCRUZILHADAS?

 

O povo romano foi em tudo, mesmo na religião, um povo de tendências pragmáticas. As práticas religiosas dos Romanos não visavam qualquer intuito idealista ou moral. Os ritos e as fórmulas sagradas, quer familiares, quer nacionais, tinham apenas o fim de tornar os deuses favoráveis, isto é, de evitar que estes lhes enviem castigos.

Os Romanos invocavam uma infinidade de numina, quer dizer, poderes ou vontades divinas. As origens destes numina perde-se na noite da Pré-História, pois os Romanos não os representaram durante muito tempo. Mas esses poderes (abstractos) foram-se concretizando na pessoa de alguns deuses que presidiam a certas actividades: Saturno (às sementeiras), Jano (à luz), Marte (à vegetação e mais tarde à guerra), Júpiter (ao céu e aos fenómenos atmosféricos), etc. A primeira e mais antiga tríade divina era constituída por Júpiter, Marte e Jano.

Os principais deuses nacionais, propriamente romanos, reflectem as características da raça latina, raça de camponeses e soldados.

Todo este breve preâmbulo para dizer que sempre me impressionaram/intrigaram “As alminhas da minha terra!” vejam bem! Situadas numa curva do lado direito de quem sobe para a igreja paroquial de S.Julião ou do lado esquerdo de quem desce para o rio, chamado Torto, no lugar dos Patelos, mesmo em frente à casa do senhor João Carvalho (que Deus haja!), encontramos um nicho, tipo miniatura em formato engenhoso de capela, protegido, vidrado e redado com imagens bastante realistas de almas/corpos de crianças, jovens e adultos a arder no brilhante e multicolor fogo, diziam eles do inferno e com o diabo de cornos esguios, tipo veado selvagem com cio e ar azafamado com cara de poucos amigos e aparentemente zangado e zangão com o forcado de espeto desenferrujado a atiçá-las hercúlea e vivamente. Quem por lá passava e toda a população o fazia obrigatoriamente ou não, inadvertida ou propositadamente olhava e quem destemidamente se aventurava a aproximar-se do tal, via e lia melhor a seguinte legenda, escrita por alguém frequentador de escolas de novas oportunidades profusamente divulgadas: “ Dê uma esmolinha para as almas!”. Recordo-me de alguém ter dito ou espalhado a notícia com pia e devota voz de que seriam as alminhas do purgatório a sofrer umas queimadelas antes de entrarem definitivamente no paraíso.

Bem. Declaro que aquelas luminosas labaredas e imagens sofredoras, mística e catolicamente traumatizantes, nunca na realidade se tinham visto ou ouvido falar em qualquer altura ou situação na aldeia. Creio até ao momento, que se saiba, nenhum cidadão daquela terra ter queimado outros seres vivos de igual forma, a não ser a tradição de matar e queimar a penugem dos porcos.

O passeante ou transeunte, criança semi-descalça, jovem esfarrapado ou adulto toldado e sebento de terra e lama ressequida, aterrorizado com tantas e gigantescas labaredas faiscantes que ardiam teimosamente sem de consumir e tanto fogo nunca visto, que até de noite espantavam a escuridão de breu, diga-se sinceramente, que é um milagre nunca explicado pela ciência mais avançada. As pessoas generosas e pasmadas de compaixão, temor e certamente alguma devoção colocavam na respectiva ranhura tosca e na greta já gasta pelo tempo e bastante larga e usada por quase todos os da terra e dos baldios arredores, seu óbulo generoso, minúsculo e muito espremido, fazendo lembrar o tal da viuvinha alegre, algures cantando e dançando nos coros e altares do senhor. Reparem que até alguns miúdos e dos mais atrevidos e menos princípios arriscavam meter o dedo na ranhura em forma de buraquinho, tentando apalpar os segredos do tesouro, mas que só um tinha o privilégio do acesso.

Esta visão tão dramática e efusivamente doentia criava no meu ser tantas artimanhas e fantasmas ao ponto de na descida para o rio e a caminho de Lordelo, que se chama, ainda hoje, “torto”, não sei porquê, calçada minhota primitiva cheia de musgo e lesmas a necessitar de dieta e emparedada de bardos e bardos de videiras e árvores diversas, tortulhos, lagartos e sardões, libelinhas doidas e alguns pardelhos e pássaras menos exóticas e onde não era costume passar o Cristo Salvador. Inebriado por tão sensuais imagens, provavelmente de artista queimado vivo e reencarnado, só me apetecia pegar em cântaros, baldes e panelas de água roubadas ao Zé moleiro tão humedecido pela corrente e ambiente do rio e muito surdo de tantos ecos dos jumentos famintos e cansados dos arreios e taleigos para refrescar aquelas angélicas almas sofredoras.

Tudo isto não passava de meras e pias intenções. Por mais rios e oceanos de água lançados hipoteticamente nas almas cadentes, intuía ingénua e puerilmente que as não aliviaria do fogo eterno, pois estavam irremediavelmente condenadas “in aeternum” pelas escrituras mais antigas e pelos sacrossantos doutores, dogmáticos e infalíveis iluminados. Toda a conjuntura social, política e religiosa assim sintonizava e as grandes e longas pregações, lausperenes, procissões, confissões e penitências… também alimentavam este frenesim e fundo pagano-religioso, muito domesticado pela ignorância e pela religiosidade popular pouco peneirada de cisco.

Mas, que triste imagem para tão alegre povo!

Hoje, não sei se existe. O progresso e a modernização das estradas e dos acessos às localidades provavelmente fez recuar tais mini-monumentos sacros que deviam ser protectores e acolhedores. Não quero pensar, Deus me livre, que seriam um obstáculo ao trabalho árduo de homens e máquinas nem ironizar o santo nicho e sagrado banco.

Mas, para onde ia o tesouro escondido e guardado a sete chaves e um porteiro com cornos, mas do diabo que o leve? Para o S. Julião, padroeiro da terra, o padre ou irmã do padre ou sobrinhos e sobrinhas e família do padre, paróquia, comissão fabriqueira, sacristão, bispo, arquidiocese de braga, episcopado, santos e santas de deus? Para onde?

Recentes notícias abonam que tais dádivas estão a ser objecto de averiguações desde há vários anos por parte de algumas entidades responsáveis civis e religiosas, por tesouros dispersos e mal administrados, mas como em tudo é preciso tempo e muita paciência para chegar a um veredicto. Os semanários, através dos seus comentadores mais assíduos e bem pagos, referem que mesmo que se encontre alguma luz ao fundo do túnel, terão a mesma sorte que os outros, arquivarão os processos e serão ilibados, pois aqui não há culpa nem culpados…E, esta, hein!?

JA


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CONTAGEM DECRESCENTE...OS MAL OU BEM AVENTURADOS
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NR - Meu caro Joaquim, na redacção não encontrámos melhor foto para este teu espectacular texto. Sejamos nós as irmãs abelhinhas em busca do Divino Néctar bendizendo, pela mão de Francisco, o Irmão Sol!

 

OS MAL OU BEM (AVENTURADOS)



 

 

Podeis aguçar-me o apetite com fanecas, chicharros, carapaus e peixinhos miúdos, tamboril ou goraz, caviar ou mexilhões gigantes, ostras exóticas ou até minhocas chinesas de olhos em bico, colaçozinhos ou joãozinhos, agostinhos ou ritinhos, firmininhos ou lininhos e até joaquinzinhos ou outras espécies subaquáticas e sobmarítimas de rara e invulgar beleza e marchetado colorido.

Podeis adornar o prato com mel silvestre de mil odores, arroz da comporta, azeitonas de paços e alto alentejo, doces de mação, pastéis de belém, ovos-moles, fogaças do castelo, trigo e broa de fafe.

Podeis abrir as portas da adega e do lagar e servir o melhor néctar e licor de aljustrel, messejana, alcains, lisboa, parlamento, pombal, abiúl, caldinhas ou fafe.

Podeis transportar o porco (vulgo suíno), não o leitão da mea-lhada, em padiolas medievais vestidas a rigor e acolitadas por anfitriões e arquitriclíneos idóneos e venerandos. Podeis alugar uma quadriga ou parelha para que nos sentemos dignamente à mesa dos reis…

Nada disso serve de engodo às minhas profundas e visceradas entranhas e ao estranho apetite escondido e devorador. A saciedade contida ao longo desta heróica e turbulenta maratona não se compraz com tão humilde e franciscana ementa.

Alvito-te, imploro-te S. Pedro, algo mais suculento e nobre para tão nobres corpos e almas, famintas e sedentas!

E, na esperança babilónica de tão grandioso manjar e de inúmeros convivas, peço-te Francisco, que providencies um altar, mesmo sem ara, à nossa dimensão e gula, em local verdejante e paradisíaco, podendo ser nas margens e deltas do éden. Eu sei, que se pecarmos, a tua misericórdia e clemência e a do teu amigo e amiga serão infinitas.

Afinal, o que te faz mover? A carroça ou o burro?

Segue o exemplo dos mestres! Deixa o teu pai e tua mãe, vem e segue-me…

Joaquim Afonso


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REPERTÓRIO MUSICAL DO "RÉ MAIOR"PARA 5 DE SETEMBRO
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Vivam todos os meus confrades!!!
 
Agora, que o apetite se vem aguçando pela acção do Irmão Farófias e outros, vamos pensar o que iremos cantar, para alegrar os nossos corações e as nossas almas. Para o coração recomendamos o azeite, gorduras vegetais de forma a não elevarmos os níveis das lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e incrementarmos o aumento do bom colesterol, ou seja, as lipoproteínas de alta densidade (HDL). Mas não vamos por aí: até parece que estou dissertar sobre fisiologia humana!
Convenhamos, que a par da oração, da meditação e de toda a elevação espiritual, como remansos da alma, o néctar da parra funciona como um óptimo complemento fisiológico para o coração e um bálsamo para a alma.
 A propósito das propriedades balsâmicas do néctar de Baco: - que saudades eu tenho das vindimas feitas por nós, em Gondomar, Porto e até nas Irmãs Franciscanas de Arcozelo, em Barcelos...
 
Ora, derivemos para o assunto em epígrafe. Como me comprometi, solenemente, a levar a ferramenta, ou seja, o instrumental e ferramental gostaria de saber o que vamos cantar, para que o nosso encontro musical não degenere em bagunça!
Então vamos puxar pela "moleirinha" e lembrarmo-nos das espécies musicais que, então cantávamos e estavam, ao tempo, no top-ten.
Assim agradeço aos diversos elementos que compuseram o saudoso RÉ Maior para debitarem algumas das melodias, para assim, as enquadrarmos nas devidas tonalidades.
Apelo ao Sério, Colaço, Leonel, Kim Alphonsus, João Teixeira, Rui Chamusco e outros, para colocarem no nosso blog as canções de que se lembram.
Para além de algumas mais místicas lembro-me do RAPA O Tacho, do Bailinho da Madeira, Oliveira da Serra, o Tiro Liro, etc. Venham daí sugestões para um reportório rico e variado. Como estaremos em pleno coração do Minho, não podem faltar algumas músicas aminhotadas como: viras, malhões, chulas e gotas.
 
Portanto, como dono da ferramenta convoco os operacionais acima citados, para que vão cortando as unhas da mão esquerda e tratando as da mão direita para esfregarem os bacalhaus dos violões, braguesas e cavaquinhos. A secção rítmica será comandada pelo irmão Kim Alponsus de Serafão que terá de enquadrar o irmão João de Carmona. O Sério será o solista de serviço.
Um abraço solidário de Paz e Bem

agostinho vaz


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PARABÉNS AO NOVO CASAL DOS...J. CASAIS
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DE CRISTELO COM ATRASO.
 
Olá Tony. Olá Irmãos visitantes deste Convento virtual.
Atrasado sim senhor, mas prometo não apresentar desculpas esfarrapadas para o atraso. (Mea culpa).
No passado dia 22 do corrente mês de Agosto, completou-se mais um ciclo da minha Missão Terrena: Criar, educar e casar os filhos. Com a vinda da Vera para a família, completou-se o ciclo e passamos a ter ao nosso redor: 5 filhos, 5 noras, 1 filha, 1 genro, 5 netos e 4 netas. Família numerosa...
Com este curto texto e fotografias quero partilhar convosco a nossa alegria de missão cumprida.
O Casamento aconteceu na Igreja do Bom Jesus de Fão-Esposende, tendo sido Celebrantre o Frei Benjamim Augusto Aspra que deslumbrou noivos e convidados com homilia apropriada.
Terminada a Cerimónia Religiosa, seguiu-se a recepção e banquete na Quinta do Marachão em Rio Tinto-Esposende, mesmo junto ao rio Cávado.
Para não fugir muito à regra, saímos de lá às 04.30 da madrugada de Domingo dia 23.
Eu sei que o Irmão Colaço, esperava uma longa reportagem. Desculpa Tony. Falta-me o jeito de jornalista.
De Cristelo um abração.
Até S. Pedro de Alvito no dia 5 de Setembro. (Próximo Sábado).
João Casais

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NR - Nesta estreia absoluta do irmão sol, versão casamentos e baptizados só falta mesmo, João, a..... fatiazita do bolo!!!!Podes mandar ainda que a gente completa depois!!!!Mais uma vez obrigado por partilhares connosco estes momentos da vida da tua/nossa família!! ac


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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009
AGOSTINHO VAZ E JOAQUIM AFONSO ESCREVEM....
Este texto está a ser escrito a partir de tlemóvel!Uma estreia absoluta!Só para dizer que Vaz e Afonso enviaram colaborações que editaremos amanhã de manhã!
Venham de lá mais contributos agora que o bronze das peles está alcançado!

antónio colaço


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DOCES CONVENTUAIS.A FAMA E.... O PROVEITO.POR UM 5 DE SETEMBRO BEM DOCE!!!
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Enquanto não nos chega nenhum pedacinho visual/virtual do bolo dos noivos de Cristelo, aqui vão para abrir o apetite, desde Mação, as suas famosas fofas, ou cavacas!

A sério - não, não tem nada a ver contigo, Sério, mas, se bem me lembro doces era coisa a que nunca dizias Não! - era interessante, pelo menos para o lanche, ou, quiçá, para a sobremesa, partilharmos alguma da doçaria típica das nossas regiões! E se a doçaria conventual tem fama, nós, antigos fradinhos, tiremos, pelo menos, o proveito e tornemos, assim, os nossos dias, ou, pelo menos uma tarde deles, um pouco mais doces.

Um doce contributo para acelerar a resolução da crise! Não, nada de demagogia,e sim tudo a ver com a capuchinha  magia da partilha!

Por uma doce partilha ficamos a aguardar pelas cavacas de Mação, pelos jesuitas de Sto Tirso, pelos sameiros de Braga, pelas mocas doces de Fafe (?!), pelos biscoitos enserafados de Serafão (?!), pelas barricas de ovos "móis" de Aveiro ou pelos Cristelos crocantes de...

E, já agora, por que não uns licorezitos.....

antónio colaço

NR - Para nossa tão agradável quanto reconfortante surpresa, o nível de visitas do irmão sol, em pleno período de férias, não pára de subir! Apesar das dificuldades editoriais ( que estão a chegar ao fim com o aproximar do regresso às aulas....) temos mantido um esforço editorial mínimo mas ficamos satisfeitos por nos sabermos companhia de tantos! Bora lá a participar mais um bocadinho, escrevendo, também!!!ac


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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009
HUM.....
 

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Olá! Sou o irmão Júlio Pires, com votos professos de toda a solidariedade do mundo e achei que devia ajudar o irmão Colaço a abrir-vos o apetite para o dia 5 de Setembro. Longe de mim competir com as cozinheiras que o João Teixeira e o João Alvarenga disponibilizam para o vosso 5 de Setembro mas, se for preciso, achegãs com um arroz malandrinho de se lhe tirar o chapéu, perdão o hábito, nunca se sabe!

O editor não tem tempo para mais mas depois pode dar-vos a receita!

Ter vindo a casa dele cozinhar encheu-me de muita alegria. Os valores do convívio e da partilha em marcha! O mesmo que ides fazer em Barcelos, estou certo!!!

Ba, ide-bos lá comer uns peichitos que os Tios Teixeira e Albarenga bos bão preparari!!!!Oh, Balha-me Deuji e Xão Franxisco, nom me fiquem aí a olhari com esses olhitos de inbeija, credo!!!!

antónio colaço


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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009
ESCREVE-NOS CINCO LINHAS SOBRE O DIA 5
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Cinco linhas. Cinco imagens, cinco votos  para aquilo que imaginas ou desejas possa vir a ser o 5 de Setembro.

O nosso mail espera por 50 ou 500 caracteres teus caracterizando a expectativa que rodeia estes dias que antecedem o nosso Encontro. Prefaciando alguém conhecido, as coisas são o que são mais a expectativa delas! De facto, ajuda-nos a imaginar o 5 de Setembro para que a sua realidade ultrapasse em muito, e para melhor, tudo quanto possamos antecipar.

Ou antes, o que te leva a Barcelos? Reencontrar pessoas? Rever o passado? Conferir percursos? Programar melhores e mais esperançosos dias? Perceber que o tempo que nos resta é cada vez mais curto e que cada dia que passa deve ser intensamente aproveitado?

Vá lá, dentro de 5 minutos, esperamos por um mail teu!

antónio colaço


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Terça-feira, 25 de Agosto de 2009
DOIS TEXTOS DO JOAQUIM AFONSO.LEITURA PARA AJUDAR A PASSAR O TEMPO ATÉ AO 5 DE SETEMBRO!
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A FALÉSIA OU A RETÓRICA DA FALÁCIA



Os jornais diários e os outros meios de comunicação e difusão audiovisual são extremamente fecundos, poços sem fundo a olho nu, vislumbrando-se aqui e além, nas profundidades mal enxergadas pelo olho, na divulgação tumultuosa dos acontecimentos, alguns animaizinhos a que a ciência rotula de crocodilos, jacarés ou frustrados peixes voadores, resistentes às intempéries mais naturais ou maleitas urdidas e artificiais e cientemente provocadas pela dor e sentido humano.

Todos os que apreciam o sol e quem são os que o não apreciam em dose racional, quando a natureza decide, desvendando silenciosa e surpreendentemente os seus segredos íntimos e ciclicamente dotar estes seres abundantes e de pele pluri-dimensional de escamas incontáveis, protectoras e de penugem mais ou menos resistente aos raios, não os que os partem, mas os outros, que deviam ser partidos e esbatidos até à exaustão com um grande martelo-pilão de dimensão nacional e até internacional ou por quem tenha a força hercúlea nas mãos e no ser e a coragem de o fazer com alguma soberba e invejável pedagogia.

Refiro-me à tão apregoada tragédia, tragédia sem culpados comentam os jornais e as revistas, com muitas e exaustivas explicações à mistura de gente erudita, culta, conhecedora de realidades profundas e superficiais, inatingíveis aos néscios e sobretudo de retórica falésia inaudita.

Claro que tudo isto causou imenso alarido e pasmo no grande auditório turístico e em todos os veraneantes e nos malfadados e sortudos fatídicos. Eclosão natural nas arribas, marés muito fortes, sismo e falta de cultura de segurança são justificações para o acidente mortífero da praia Maria Luísa. No entanto, as férias continuam e os turistas e mirones enchem o areal, tipo praia de Alcácer-Quibir no Norte Africano, também ela catastrófica e mortífera em tempos, admirando e chorando não o rei desaparecido que já foi e segundo alguns, regressará em dia de névoa como redentor, mas o monstro causador da tragédia infame e dolorosa.

Cinco vítimas a lamentar, mas quem é que as lamenta? As crepideiras e os crepideiros algarvios? Os donos desenfreados e abonados de poder e glória ou os senhores do império, alheados em praias exóticas e secretas e destas e outras tantas derrocadas iminentes? A protecção civil e os bombeiros? Santa Bárbara Virgem? Os Sindicatos e os trabalhadores? O futebol? A autarquia ou o autarca - mor ou o director regional do turismo? O governo e a legislação? A região hidrográfica? A Sexta-feira que por azar não era treze? A autoridade marítima e a protecção civil? Os bombeiros, o inem, gnr, psp, sef? Impermeabilização dos solos das arribas? A subida do nível da água do mar devido às alterações climatéricas e a fraca resistência das rochas ao ataque do mar? Os geólogos e biólogos? O bode? Afinal, quem são os lamentadores e lacrimejantes fingidos? O povo anónimo, choroso e magoado de tantas aberrações? O Velho do Restelo ou o profundo Adamastor incógnito? Alguma divindade frustrada ou aspirante a deus maior? Algum rei encoberto e disfarçado de Sebastião? Porventura, o Diabo revoltado contra Deus?

Não pensem que foi castigo divino. Já lá vai o tempo em que nos ameaçavam e eles sabiam porquê com o caldeirão de azeite fervente ou as luminosas e tenebrosas labaredas do fogo do inferno e destruíam e capavam os nossos indomados instintos com estas falácias pias, santas e crentes ameaças, que não só nos cegavam quase eternamente os olhos, mas também o reduzido cérebro. Cegas ameaças! Afinal, pode um cego orientar outro cego? Haverá euromilhões ou totoloto chorudo que apague  a dor de uma vida, vidas…

Afinal, para onde vamos?

Depois de casa roubada, trancas à porta… E, esta, hein!?

 Joaquim Afonso

 

 

 

HPIM6013


 


DOURO EDÍLICO OU DOURO ETÍLICO


(Prefiro o douro edílico, mas…etílico)


 



Quem não aprecia surpresas? Mas, surpresas agradáveis, pois as desagradáveis surpreendem-nos quotidianamente e primam por uma constância crescente e enigmática. As segundas, hoje passarão para segundo plano para dar relevo e ênfase às primeiras, não fossem elas dotadas de muito sentido e prazer, quando inesperadamente advêm. Toda esta lamúria preambular apenas quer acentuar uma particularidade singular e original que seres ainda muito novos e tenros e de olhos postos no futuro, que tentam obreira e incipientemente construir hoje com algum ardor e determinação, num determinado dia e hora, apareceram sorridentes e cépticos perante outros dois seres humanos, que por sinal dizem e provam que adoram, no sentido de os surpreender onírica e positivamente.

Estou a querer falar-vos da nossa viagem Douro arriba, Douro Azul. Não a viagem à lua futura do homem, aquele homem que sonha e tenta transformar o vil metal em ouro, o sonho em física, não o rio do melodioso Fausto “ Por este Rio acima”, tão bela é a melódica canção, ritmada e sincronizada de quedas e ondas leves provocadas pela barcaça altiva e elegante e pouco frondosa no ascendente luminoso e serpenteado cenário variado e de arvorizados granitos mil, dispersos e organizados arquitectónica e emporiamente alguns, segundo os padrões secretos e belos da mãe natureza e alimentados viçosa e libidinosamente pela água repleta de peixes graúdos e pequenos, muito viscosos e aparentemente agitados pelos humanos intrusos, provavelmente um pouco etilizados pela história, pelo ar, fresca e abundante serra e variada natureza. Não é o rio da minha aldeia, hoje triste e quase moribundo, não é o rio do Fausto, o dos descobrimentos tão falados e por vezes tão maltratados, não é também, exactamente o do Rui cantador de canções e baladas, do casario e alfobres em restauração lenta como a água do rio e das engenhosas e elegantes pontes com pés gigantes de sustentáculo, embora o do Rui seja quase a metáfora daquele que nós navegámos presenteira e luxuosamente, diga-se. Também não é o teu ou o meu rio ou do teu pai ou avó. É o nosso rio, o rio de nós todos os portugueses e do mundo, sobretudo e também o irmão daquele que lhe dá origem, dos nossos irmãos do outro lado da linha imaginária, que tu bem conheces e por vezes não entendes, hoje em paz, pois a guerra é passada e esquecida e que o seja para sempre! É o rio que nos conta as histórias guardadas nas profundidades do passado e do seu leito, algumas muito trágicas e dolorosos, fruto de intrusos danados. É o rio que te conduz ao cume da montanha, onde o sol brilha sempre. É o rio das vindimas e dos vinhateiros, dos homens e mulheres, da fome e da miséria, do trabalho sazonal, dos braços de várias provenientes, da esperança, da sobrevivência onde o emprego não abundava, dos estreitos socalcos e de exóticas experiências. É o rio da nascente indústria do turismo, das quintas antigas, adegas e lagares. É o rio da cultura, das tradições, dos rituais, mas não o da praia e do golfe. É o rio do enoturismo, dos refúgios de charme em seculares solares, dos cruzeiros modernos e do comboio antes a vapor. É o rio destino que leva ao mar e ainda sossegado da civilização ávida de o desassossegar, das paisagens diversificadas e superiores. É o rio das pessoas, da gente, do anti-artificialismo, do futuro a navegar… Quem é o audaz timoneiro? É o rio do encanto e do mistério! Enfim, o rio de uma Nação e de uma Pátria (no bom sentido), sonhadora e sobretudo do povo lusitano tão forte nas suas pernas e nos seus pulmões e cuja voz e tensão chega a todos os descendentes de Luso e outros vindos de terras antes ditas, por outros, portuguesas, mas pouco iluminadas e famintas de luz, depois da cegueira provocada por tão longa e nebulosa escuridão imposta. É o irmão dos outros, mais velhos, mais novos, maiores e mais pequenos, sorridentes ou tristes, conforme o sangue que lhes circula nas veias doridas, dunadas e precocemente calejadas. É aquele que fica triste quando o seu irmão está moribundo e não tem médico nem remédio para a doença, assistência ou bombeiro que o salve. É aquele que dá vida, dádiva gratuita e generosa para que tu e eu e os teus se salvem sem qualquer bulício ou exigência e generosamente espalha pelos quatro cantos do paraíso, não do éden perdido e humilhado em terras d´Além, a sua frescura e vitalidade original e ímpar.

Sem ele e os seus irmãos o que seria de nós?

Quero dizer-vos, a modos de confidência muito secreta e intimista e particularmente partilhar convosco, que eu tive o privilégio e provavelmente outros, de ver e sentir um pedacinho do céu espelhado na superfície das águas, não o dos pardais, Platão ou Aristóteles, não o da Solnado ou quaisquer outros vendilhões arrogantes ou outras visionárias da praça da alegria enferrujadas pelas máscaras e pelo tempo, mas não tenho esse dom e categoria de pitonisa grega, nem o privilégio, que sinceramente dispenso e enjoadamente rejeito. É um outro, mais original e mais sagrado…

Querem experimentar? Façam como o aventureiro, desterrado e forçado  Luís (o trinca-espinhas, vulgo rilha-foles), lancem-se ao rio ou ao mar! Querem colete?

Então, navegar… navegar… navegar… é preciso! E, esta, hein!?

 

JA

NR -O nosso querido Joaquim Afonso está de regresso e em grande forma. Temos em nosso poder mais textos. Explicámos ao Quim que só agora começamos a editá-los tão concentrados andámos em convocar o pessoal para a adesão ao 5 de Setembro! Essa tarefa terminou ( a propósito, já te increveste? Se não vai ali abaixo e vê o que ainda podes fazer!)e por isso, agora, mais serenos podemos entrgar-nos à leitura, assim como que a passar o tempo mais depressa até ao 5 de Setembro! Sigam o exemplo do Quim! ac


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