Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010
OS GLADIADORES

 

OS GLADIADORES

ou a metáfora do império romano hodierno  (renascente - ascendente –descendente)

 

Sim! TODOS NÓS! E, tu concretamente, vais ter a paciência de me ler e tentar compreender, se quiseres, claro está, pois tenho lido graciosamente as tuas mensagens apelativas e naturalistas e tenho ainda a dizer-te que a paciência não tem limites para as tuas usuais mensagens. Espera, não te apoquentes, sê estóico e benevolento com estes terráqueos, cuja evolução não foi tão famigerada e uniforme como o seu criador, dado que a maturação do ser depende de factores intrínsecos e extrínsecos, alheios e inconscientes. ESTA AFIRMAÇÃO CATEGÓRICA não prima infelizmente pela originalidade, mas GENERICAMENTE E DE ACORDO COM O SENSO COMUM MAIS elementar, ALHEADO OU NÃO DO MUNDO CIRCUNDANTE e nós inocentes e sortudos TERRÁQUEOS, temporários aventureiros de heroísmo concebido na profundidade das conchas e nas originais, mas ostensivas E narcísicas falésias marítimas, desprovidas de escoras e ancoras profundas, dito e reiterado por lentes conceituados de renome mundial, o fruto mais amadurecido da evolução lamartinIANa e daruinista, sapientes GLADIADORES,  exímios artífices no engenho, arte de obrar e manejar INSTRUMENTOS E ARMAS DIFERENCIADaS e TENDO CONSCIENCIA OU NÃO, INTUITIVA OU REFLEXIVA E TAMBÉM CAPACITADOS PARA OBSTRUIR AS TÉCNICAS MAIS sofisticadas e  MODERNAS dos incautos, OBSCURAS OU MIRABOLANTES, HEDIONDAS OU FINGIDAS, INÁUDITAS ou PRETENSAMENTE SUBREPTÍCIAS DOS NOSSOS REAIS OU PSEUDO ADVERSÁRIOS, CONSTANTE e ciclicamente postas à prova “ in cotidie”, mas confrontos, claro está, pacíficos e ordeiros de cariz  INSTINTIVo /emocional ou racional, diga-se, e até  de índole mais diverssificada, mas sempre provas de capacidades várias, no longo processo  de existência e auto-afirmação, enfim, uma palma de bem ostentar os segredos  DA ARTE  e de   gladiar EM TODA A SELA.

VEM ISTO A PROPÓSITO  ou a despropósito DA MINHA HUMILDE E singela VARANDA DE FÉRIAS, VULGO MINI-TERRAÇO ALGARVIO, COM ALGUMA VISTA PARA A IMENSIDÃO DO OCEANO, povoado de gaivotas mil e outros adereços sazonais próprios do tempo estival, mas LEVEMENTE MENOS AZULADO E TRANSPArENTE QUE NO PASSADO, não porque  A VISÃO daltónicA precoce do OLHAR seja impeditiva DE MAIS, mas porque a originalidade está domesticada e adulterada. MAS ENGANEM-SE, NÃO É HOTEL de roteiros turísticos nacionais ou internacionais DE RENOME, NEM MOTEL secreto e apetecível DA NOSSA PRAÇA TURÍSTICA ÁVIDA DE GLADIADORES DESTEMIDOS E OPIPERAMENTE BEM NUTRIDOS FÍSICA E ECONOMICAMENTE. TRATA-SE, ANTES SIM, DE UM OLHAR SINGULAR SOBRE UMA SUPERFÍCIE TERRÁQUEA ADJACENTE E COMO TERRÁQUEO  MINIMAMENTE CONSCIENTE OU SIMI-CONSCIENTE (PASSE A PRESUNÇÃO), DE UMA ESQUINA muito VULGAR A QUE O INCAUTO CIRCUNDANTE TERRÁQUEO EM FÉRIAS,  indiferente e DIVIDIDO  entre O BERÇO pátrio e o aquém DO LAZER IMEDIATO, NÃO TEM O PRIVILÉGIO DE USUFRUIR, NEM SONHAR O que MEU OLHAR,  já PRECOCIENTEMENTE ancião de miopia E BASTANTE DESTEMPERADO pelo sol e pela ventania poeirenta e inesperada e TAMBÉM demasiado AQUECIDO PELA ATMOSFERA MEDITERRÂNICA SUBÚRBIA, BULIÇOSA E noctívaga.

 

ENTÃO, NÃO É QUE DE UM LADO, AQUI MESMO EM FRENTE À superfície DO MEU TERRAÇO, MAS EM PLANO INFERIOR, DEPARO COM UMA SÉRIE DE GLADIADORES MUITO matutinos, LEVEMENTE BARBADOS E COLORIDOS, OBREIROS AZAFAMADOS, PRÉ-ORIENTADOS OU NÃO, FAZENDO LEMBRAR UMA COLMEIA ou  um cortiço de melaço EM QUE O OLHAR INCAUTO NÃO CONSEGUE DESCORTINAR “A CHEFE”, DIGO O CHEFE, FUNCIONANDO TUDO EM PLENA HARMONIA.  Mas, não são abelhas nem vespas, meus senhores, são seres MUITO HUMANOS, que DESUMANIZADOS ALGURES E debaixo do calor tórrido e encapacetados torcem, cortam o ferro e moldam o cimento, obreiros sim, mas não como os abelhões. Seus gestos, alguns agressivos e teatrais e os passos ritmados, sabe-se lá o que os move, pois o tempo urge e a gestação do empório não pode ser interrompida, o futuro o exige. Mas, que futuro…

ESTES GLADIADORES SÃO EXTRAORDINÁRIOS NA SUA APROXIMAÇÃO E PERSUASÃO. ATE PRIMAM PELO POLIGLOTISMO, DOGMATISMO, CONSERVADORISMO E PROGRESSISMO E PORQUE NÃO DIZE-LO, UM CERTO MISTICISMO NATURALISTA.

Mas, afinal, quem são as forças que se degladiam? Quem são os verdadeiros degladiadores DA ACTUALIDADE? QUEM OS MOVE E O QUE O FAZ MOVER? E a ti, gladiador-mor, DIZ-ME o que te move, então?

Naturalmente, as mesmas causas, mas com  metodologias diferentes.

Afinal, quem são os gladiadores?

Gladia-se o esmaelita e o cristão, o papa e os cardeais, o vaticano e a cristandade, o bispo e o clero, o pároco e os paroquianos, o franciscano e o capuchinho, o cartaginês e o romano, Caim e Abel, Adão e Eva, deus e o diabo, o autarca e os munícipes, o ministério e a ministra, o assessor e os assessorados, o judeu e o cristão, o comerciante e o comprador, a luz e as trevas, o terráqueo e o lunático, o aldeão e o citadino, o irmão sol e a irmã lua, o irmã clara e sobretudo, tu, meu bom Francisco e hoje do tamanho do mundo que não é o sonhado teu, o grande e o pequeno, o vivo e o morto, o ilhéu e o continental, o gigante e o Golias, o caracol e a caracoleta, a cigarra e a formiga, o pai e a mãe, o namorado e namorada, o patrão e o empregado, o analfabeto e o letrado, o juiz e o réu, o grego e o troiano, o ps e o psd, o avô e o neto, o caloteiro e o calote, o sem terra e o proprietário, o norte e o sul, o porto e o Benfica, o mar e a terra, o português e o …, o cão e o gato, a pinha e o pinhão, o mar e o rio, a candeia e a vela, o azeite e o vinagre, a luz e as trevas, ligeiro e o pesado, o marido e a mulher, o exercito e a marinha, o estudante e o professor, o rico e o pobre, o santo e o pecador, o frio e o calor, o petróleo e a eólica, o pólo norte e o pólo sul, o mal e o bem, o planalto  e planície, a fome e a sede, o preto e o branco, o oriente e o ocidente, a  faca e o garfo, o cão e a cadela, o boi e a vaca, a cabeça e o chapéu. Enfim, todo o reino animal, vegetal, racional e outros… Mas… tenham paciência… estou de férias…respeitosos senhores.

Não vos canso mais, veraneantes exaustos, obreiros gladiadores e merecedores de tão relaxantes férias… pois são tão numerosos e incontáveis os gladiadores das arenas hodiernas, que como as areias do deserto ou das praias sanchechinas e lanzerotianas é impossível vislumbrar e contabilizar adequadamente.

Deixo-vos um exemplo clássico para não pensarem que brinco seriamente convosco e cito: “

 

 

Olhai, peixes, lá do mar para a terra. Não, não: não é isso o que vos digo. Vós virais os olhos para os matos e para o sertão? Para cá, para cá; para a cidade é que haveis de olhar. Cuidais que só os Tapuias se comem uns aos outros? Muito maior açougue é o de cá, muito mais se comem os Brancos. Vedes vós todo aquele bulir, vedes todo aquele andar, vedes aquele concorrer às praças e cruzar as ruas; vedes aquele subir e descer as calçadas, vedes aquele entrar e sair sem quietação nem sossego? Pois tudo aquilo é andarem buscando os homens como hão-de comer e como se hão-de comer. Morreu algum deles, vereis logo tantos sobre o miserável a despedaçá-lo e comê-lo. Comem-no os herdeiros, comem-no os testamenteiros, comem-no os legatários, comem-no os credores; comem-no os oficiais dos órfãos e os dos defuntos e ausentes; come-o o médico, que o curou ou ajudou a morrer; come-o o sangrador que lhe tirou o sangue; come-a a mesma mulher, que de má vontade lhe dá para a mortalha o lençol mais velho da casa; come-o o que lhe abre a cova, o que lhe tange os sinos, e os que, cantando, o levam a enterrar; enfim, ainda o pobre defunto o não comeu a terra, e já o tem comido toda a terra.

 

Talvez as estrelas do céu sejam mais brilhantes que o azul profundo dos oceanos, quão alheias estão aos caprichos inteligentes dos terráqueos.

 

 

 

Joaquim Afonso

 



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Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010
UM POÇO PARA TIMOR, JÁ!!!

 

Caríssimo António Colaço

Paz e bem.

 

Estamos a lançar a campanha «Presentes Solidários» em parceria com a FEC.

O objectivo é a construção de um poço de água em Timor-Leste, sob a orientação de Frei António Pojeira, que reside precisamente em Tibar.

Nesse sentido, vinha pedir-lhe que nos ajudasse a divulgar esta iniciativa junto dos Antigos Alunos dos Seminhários Capuchinhos. Estou disponível para mais esclarecimentos.

Aceite os meus cumprimentos fraternos,

Frei Acácio Sanches

 

- - - - - - - - - -

 

A Fundação Evangelização e Culturas (FEC), propõe que no Natal se ofereçam às crianças, jovens e adultos Presentes Solidários, em vez dos presentes habituais. Entre as diversas hipóteses, um dos presentes a oferecer é um Poço de Água para Timor-Leste. O objectivo é a captação de água potável em profundidade não só para alimentação e higiene, mas também para regadio da horta pedagógica que os Franciscanos Capuchinhos aí implantaram. A escritora e jornalista Alice Vieira é a Madrinha deste projecto e explica as suas razões (som em www.capuchinhos.org).

 

Como Oferecer um presente solidário?

A compra dos presentes solidários pode ser feita em nome de um amigo, colega ou familiar em

www.presentessolidarios.pt.

Adquirir um PRESENTE SOLIDÁRIO não é apenas adquirir um Presente. É proporcionar ao seu familiar, amigo ou colega, a possibilidade de ele também participar na transformação de vidas humanas, é fazer com que ele fique satisfeito por estar a contribuir para deixar o mundo melhor do que o encontramos hoje. Veja em: www.presentessolidarios.pt

 

Ao encomendar um

Presente Solidário, recebe:

  • · Um certificado em forma de postal ilustrado que deverá preencher com uma mensagem pessoal e entregar ao presenteado.
  • · Um envelope da campanha para que possa entregar o postal em mão ou por correio

Nota: o preço do Presente Solidário não consta no postal.

 

Os postais são enviados para o comprador (mesmo os postais electrónicos), no prazo máximo de um dia útil, para que este os possa entregar pessoalmente ou pelo correio àqueles que deseja presentear. As encomendas devem ser feitas até ao dia 17 de Dezembro para que cheguem antes do Natal.

 

Fundação Evangelização e Culturas compromete-se a entregar o valor da sua compra no país de destino, através dos parceiros que estão no terreno. Se, por exemplo, optar por um Poço de Água, o seu dinheiro irá ser entregue aos Franciscanos Capuchinhos em Timor-Leste, que irão construir o poço no próprio país, recorrendo a empresas aí estabelecidas (uma forma de contribuir para o desenvolvimento económico local).

 

O valor dos Presentes Solidários pode ser deduzidos nos impostos, ao abrigo dos artigos 62º, nº 3, alínea e) e 63º do Estatuto dos Benefícios Fiscais, Lei nº 64-A/2008, de 31 de Dezembro, porque constitui um donativo sem contrapartidas à Fundação Evangelização e Culturas. Assim, ao fazer a sua compra receberá juntamente com os postais o recibo relativo ao montante em causa.

 

A Fundação Evangelização e Culturas faz os possíveis por enviar os postais no menor tempo possível, porém é preciso contabilizar o tempo de expedição através dos CTT. Se mesmo assim achar que existe um atraso exagerado, poderá contactar a FEC através do número 218 861 710.

 



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Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010
FORMIGUINHAS E O FORMIGÃO

 

 

 

AS FORMIGUINHAS E O FORMIGÃO.

 

Elas abundam nas aldeias, vilas, cidades e povoam montes, vales, planícies e planaltos com clima adequado e doce, sempre muito sóbrias carregam canseiras mil, que no dizer dos biólogos e cientistas da nossa e estrangeira praça e de acordo com o seu genoma ou código genético não têm tempo para grandes aventuras e pensamentos, diversão ou fornicação, sabe-se lá, porquê. Bem gostariam de usufruir de umas férias como nós, penso eu, à maneira portuguesa ou outra, idealizadas em paraísos tropicais e estâncias paradisíacas ou então em ambientes quentes e mediterrânicos como as suas irmãs e actuais amigas, conviver e conhecer outras diferentes raças e por que não, outras culturas mais evoluídas e micejanisadas, (estamos no terceiro milénio, meninas!) cujo desconhecimento, rotina, comodismo e determinismo histórico imposto, não lhes permite (tipo dos aventureiros ferozes e patrióticos cá de casa como o Afonso de Castela e Guimarães, o genealógico, bravio e destemido terceiro Afonso dos Algarves e outros e para que não fiquem tristes, também os chamados Vasco, Pedro, Sebastião, Cristovão e já agora, o grande e imortal Luís mirolho a quem quase, por praga, todos os arcebispos, clérigos, santos e santas da praça e pecadores do reino, muito injustamente lhe chamaram, “o coita…dinho do pão dos pobres”, mas muito arrependidos e hoje autoritariamente arrogantes tantos e em cantos muitos, lhe chamam com o nó na garganta e a lágrima na ponta do olho, “o coita…dão de Portugal”.

Recentemente Saramago e tantos outros, todos de grande renome e envergadura nacional e internacional e quão tão pouco letrados alguns e outros de mil presunções, que o diga a história pátria recontada às criancinhas futuras berbes e reis do burgo, pois é sensual que são consideradas figuras nacionais e exemplares de um tempo quase único e singular, enfim, dar o salto no desconhecido e no imbravado incerto e sair da quotidiana brandura, mesmo que reduzida seja a liberdade, imitando vaidosamente qualquer cidadão, pária ou pessoa vulgar que as merece. Mas, este sonho é apenas uma miragem que idealizaram no seu peregrinar laborioso e constante e constata-se hoje que a sua fantasia é inconcebível e eternamente adiada. Paciência! Trabalhem, meninas, enquanto outros vão e vêm de férias gozando ataviamente os seus segredos guardados em cofres invioláveis e fantásticos.

Mas, não se zanguem, amiguinhas. Também não me esqueci do vosso musculado, treinado e arrogante protector formigão.

Anda tão divertido, distraído e azafamado que até parece insensível. Provavelmente movido por canseiras mais ordinárias e extravagantes. O seu sentido rema em sentido diferente do vosso. Afinal, até me tenho interrogado com frequência, se a vossa direcção é a que está mais certa e a dos outros, porventura, errada. É verdade ou é mentira?

Aquele limita-se a ser um verdadeiro chinfrineiro, mas não inovador da ociosidade salutar. É campeão e maratonista de pontes, auto-estradas e ruelas nas horas livres. Altivo como a capital e faiscante como um relâmpago no areópago democrático. Um verdadeiro e impressionante gentleman de facetas várias. Sapiente com a ignorância e altivo com a inteligência mais desenvolvida. Um exemplar manda-chuva em tempos de rigoroso inverno e muito contido em tempo estival. Um dogmático, diga-se um demiurgo da demagogia grega, pitonisa sem altar. O seu púlpito tem muitos receptores e espectadores, no entanto, muitos são néscios de nascença ou analfabetos funcionais, doenças que segundo alguns, conduzirão à degenerecência. Não quer ser dos últimos nem dos fracos, pois desses não reza ou rezará a história. Apregoa muita água, mas o diligente S. Pedro fecha a torneira…

Se não vejamos, apenas alguns exemplos.

Onde está tudo limpo, aparece de repente tudo porco!

Onde há água cristalina e pura, aparece turva e contaminada!

Onde o rio nasce, morre prematuro!

Quando a criança sorri logo tolda o rosto!

Quando o jovem ou adulto discute logo rotula!

Quando quer ter férias diz que há muito mais trabalho!

Quando o passeio está livre estaciona o carro!

Quando quer inovar logo reforma!

Quando quer dinheiro aumenta o spreed!

Quando ri põe a chorar!

Quando canta e grita é amordaçado!

Quando reivindica é comunista!

Quando é crente e católico vai a Fátima!

Quando é morto está vivo!

Quando é doutor…dizem que é Engenheiro!

Quando é…é…é…é!

Quando não é por mim é contra mim!

Quando corre vento há tempestade!

Quando não sorri está doente!

Quando é católico não é protestante!

Quando é filho de deus não é do diabo!

Quando é político não é democrata!

Quando é rico não é pobre!

Quando é muito pobre tem dinheiro!

Quando é pai dizem que é filho da…

Etc…Etc…Etc… e tal!

 

Afinal, em que ficamos? Diz-me, tu, irmão Francisco!

 

Bem, meninas formiguinhas o melhor é recolherem-se, hibernarem, pois o inverno está prestes a chegar e o clima cá fora está a ficar cada vez mais doentio e segundo divulgam na comunicação social, os intrusos a todo o momento poderão chegar. Protejam-se e não tenham medo!

 

 

E, esta hein!?

 

Joaquim Afonso

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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A PENA DE D.DINIS

 

D. DINIS CEDE A PENA / AFONSO III A MANGUEIRA

 

Não pensem que sou um veraneante sortudo nestes fictícios oásis encaixilhados entre cafés e restaurantes, ruas e ruelas, bares e discotecas sonoras e estridentes, arvoredos e sebes domadas, raquíticos e ressequidos jardins e quintais; um desbragado, um mau carácter, um destemido marginal, um arruaceiro sem carroça e sem escrúpulos, um mal-dicente ou mal docente, trovador ou fingido jogral medieval ou peregrino disfarçado de santo acompanhado de belas, elegantíssimas, desfiguradas flores margaridas e jogralesas ou alguém a quem a mãe ou pai não se esmerou em amar e educar com métodos não ligths, mas com uma pedagogia pragmática e hoje pouco objecto de estudo dos nossos mestrandos e doutorandos da praça ou então um foragido do Hospital Psiquiátrico de S. João de Deus em Barcelos, onde felizmente eu e um grupo de grandes rapazes (entre os quais o editor, diga-se), hercúleos e goleadores uns e outros cuja carne pouco embeleza os ossos, de vez em quando iam voluntariamente lá parar, mas no bom sentido… Para quê? Isso é o que gostariam de saber, mas não sejam curiosos, amigos. Ou talvez alguém que foi abandonado por falta de carinho ou afecto ou outros motivos e afazeres inconciliáveis. Nada disso, meus caros senhores e senhoras. Também eu tive pai e mãe, muito queridos e amados e não pensem que sou uma abelha voadora tão azafamada que só pensa no mel da colmeia ou do cortiço.

E como gosto de sonhar, felizmente ainda sonho de vez em quando e digo-vos que tenho tido uns belos sonhos, não aqueles que vós sonhais e que eu amiúde também sonho, não o nego, ó narciso, mas aqueles que só eu sonho, tão bonitos, matizados e coloridos de azul, alguns…Mas, afinal, já se decretou que é proibido sonhar em Portugal? Querem saber um pouco dos meus sonhos? Tenham calma, pois “ o sonho é uma constante da vida, tão concreta e definida como outra coisa qualquer”. Claro que comanda a vida, já o dizia o nosso querido António Gedeão/Rómulo de Carvalho de boa memória, mas “ Eles não sabem, nem sonham…que sempre que um homem sonha, o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança.” in “ Movimento Perpétuo”, 1956, António Gedeão.

Mas, não quero desviar-me do assunto.

D. Dinis, intitulado pela história, mas que história…de lavrador e poeta, sei lá eu alguma coisa de interessante deste filho de rei, não entendo a história contada nesses livros tão eruditos e rebuscados dos nossos intelectuais e historiadores e hoje, alguns, pseudo-lavradores abastados e pouco laboriosos, destemidos economicamente e ornados de herdades desertas, tórridas e ressequidas pelo tempo e dizem que são oásis de descanso para relaxar do quotidiano intenso e cosmopolita.

Bom, este D. Dinis, sonhador inveterado e visionário, muito atento à problemática surgida inesperadamente nos Algarves, nestes últimos tempos (veja-se os problemas causados pela torneira de D. Afonso Henriques) sugere para a resolução da grave situação uma simples pena, a sua pena, já gasta de tanto escrever cantigas de amigo e de amor às damas fermosas da corte e tanto alertar o reino para a instabilidade criada com a famigerada torneira misteriosa. Ele próprio, no dizer de Fernando Pessoa, “o plantador de naus a haver”, homem pacífico e determinado a contribuir para a resolução de tão elevado conflito, colocando de imediato todos os seus ministros, secretários, assessores e tropas de elite ao serviço do reino de Portugal. Tal decisão, tomada em reunião magna e unânime da corte, deveu-se ao facto de não querer perturbar o sossego e bem-estar dos deputados da Nação. Grande homem e grande rei, diz o povo!

Mas, afinal, para que serve a pena do rei? Nada mais nada menos que para escrever direito por linhas tortas. Servirá também para esboçar em papiro egípcio uma mangueira que torneada em moldes modernos servirá para se adequar à dita torneira de Afonso Henriques e desenhar outras mangueiras e outras armas, se tais forem necessárias, no futuro.

Afonso III agradece tal colaboração do parente e desta feita já se poderá apagar algum fogo.

Os engenheiros do reino, contentes e animados, preparam-se então para a grande aventura e obra de engenharia. Colocar a preciosa mangueira na preciosa torneira sem que esta verta água, pois não se pode desperdiçar uma gota deste bem tão precioso e carente nos Algarves. Todos os aquedutos entupidos e em ruínas, mal desenhados e saneados serão rapidamente implusivos e nesse local colocar-se-á a tão desejada mangueira de Afonso III.

Concluída tal obra inovadora, esperemos que os conflitos e discussões amenizem e a paz e a concórdia regressem a essas terras tão carentes de fontes e ribeiras e da fonte de vida.

 

A ver vamos! E, esta hein!

Joaquim Afonso



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Quarta-feira, 3 de Novembro de 2010
JOAQUIM AFONSO E RUI CHAMUSCO POR TERRAS DE FRANÇA!!!

 

 

 

O QUEIMADO E O CHAMUSCADO

(A METÁFORA DA FUGA)

 

Decorria o ano de 1973, pioneiro em mudanças dentro da sociedade civil, política e religiosa. Os estudantes “maiores” da OFMCAP foram transferidos do Porto para Lisboa, a nova e virgem casa de Barjona de Freitas, em Benfica. Depois da santa e bela moradia, que fica perto da “katedral” ser inaugurada “os maiores” e seus brilhantes e doutos directores intalaram-se comodamente nos novos aposentos uns com belas e invejáveis vistas para a serra de Monsanto e estrada de Benfica e outros já nas traseiras com vista para as instalações do exército colonial cheias de sucata vária, contemplando narcisicamente aqueles monumentos-máquina metamorfoseados à distância e desejosos de hercúlea e vâ glória.

E, a vida, na comunidade com os rituais a que estavamos habituados decorria com toda a normalidade bem como a vida académica, no Instituto Superior de Estudos Teológicos, então situado na Estrada da Luz. Aí, os estudantes dos diversos institutos e congregações religiosas frequentavam as aulas e conheciam novos colegas, professores e novos métodos. Recordo-me ainda do Bento Domingues, António Reis…

Na comunidade, para além do estudo e cumprimento dos horários estabelecidos, colaborávamos com os “leigos” na catequese, liturgia, coral, conferências, colóquios, revista Bíblica, pastoral de emigrantes (que o diga o Paulino Cabo-Verdiano, grande tocador de viola e cantador de mornas e coladeiras) nas dispersas comunidades visitadas. Estas ocupações muito pedagógicas e salutares permitiram-nos uma maior abertura à comunidade envolvente, autonomia e consciência crítica ao ponto de nos encontrarmos e convivermos com muitos jovens nas ruas e cafés.

Os períodos lectivos iam passando e claro com o aproximar das férias, ideias e projectos iam nascendo naquelas pensadoras cabecinhas. E, não é que o Queimado antes de ser Chamuscado se lembrou de ir para França trabalhar nas férias. Mas, que malfadada ideia! Mas, afinal, como? Bom. Toca a engendrar o enxoval como no princípio do tempo. Toca a expôr a ideia aos superiores. Incipiente de início, mais amadurecida lentamente até que Julho e Agosto galopemente se aproximam. Diz-me o superior ab altissimum conventum: - Joaquim, tu não podes ir para França, ainda és “simples” e como tal não tens autorização para te ausentares a não ser que arranjes um “solene” que te acompanhe. Não imaginam qual foi minha grande frustração…a destruição de um sonho…

Mas, desistir é próprio dos fracos e todos nós tinhamos consciência de que eramos unidos e fortes.

Então resolvi falar com o Rui Chamusca que me atendeu e ouviu. – Rui, queres ir trabalhar comigo para França durante as férias? O quê, Joaquim, estás a sonhar! O superior só me autoriza se houver alguém que me acompanhe e tu queres acompanhar-me? O Rui, pasmado e ao mesmo tempo impressionado com a ideia, respondeu-me determinadamente que sim. Agradeci-lhe.

-Quem vai pagar a viagem? Perguntou. Respondi-lhe que eramos nós, pois da parte da comunidade não teríamos ajuda. Hoc opus hic labor est. Fala com teus pais que eu falo com os meus. Dito e feito. Dinheiro na mão e viagem marcada rumo ao bosque situado na montanha de Toulouse – Perigueux – montanha de Monsieur Cunhenc – Chantier du bois.

-Trabalhem malandros!- Trabalhem malandros! Ouço em distorcido árabe e gaulês vociferar dois árabes para dois estudantes portugueses e um portuguesito bragantino à espera de carta de trabalho há mais de um ano.

Os dias e semanas foram passando e toneladas e toneladas de sacos de carvão eram armazenados para depois serem distribuídos por toda a gélida, progressista e revolucionária França. O ritmo de trabalho tornou-se cada vez mais intenso, as relações luso-franco-árabes mais frias, apesar dos carvões sempre fumegantes e vivos que imprevisivelmente num determinado dia, creio que de manhã, estando eu e o portuguesito a retirar o carvão do chapaux com gadanhos e alfaias apropriadas, os dois árabes enraivecidos e semitranstornados, talvez pela maior quantidade de sacos cheios dos portuguses, forçando os seus gadanhos aguçados lançam-me para dentro do brasume da fornalha, qual javali ou porco-espinho a precisar de ser chamuscado, queimado e provavelmente comido, não se esqueçam que estavamos na montanha, isolados das povoações. Digo-vos que foi a minha primeira visão do inferno, pois as queimaduras nas minhas sagradas e bem tratadas ferraduras foram demasiado intensas e não tive santo nem santa que me valesse.

Mas, afinal, onde estava o Rui Chamusco? Companheiro de viagem, de dias e dias de trabalho, semanas a encher sacos e mais sacos de charbon du bois, exemplares e tenazes carvoeiros da lenha alheia.

Afinal, onde estava ou para onde foi o Rui Chamusca? Porque me abandonaste?

Mais tarde vim a saber que se dirigia para a casa de sua irmã, em Paris, enquanto o Queimado se dirigia a grande velocidade para Portugal, gritando desalmadamente pelas estações onde passava: socorro…socorro…socorro...socorro…!

E, esta, hein!?

 

Joaquim Afonso

 

 

NR

 

A redacção do irmão sol não pode deixar de sublinhar a grande forma literária em que se encontra o nosso querido Joaquim Afonso!!!Constantino Sério,vamos lá, venha daí mais uma crónica do JINGO e teremos as "grandes audiências de regresso ao conventinho virtual!!

antónio colaço

 

 



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