Quinta-feira, 20 de Junho de 2013
MEMÓRIAS DA MEMÓRIA . escreve Constantino Sério

NR-NOTA DA REDACÇÃO

Só tu, querido Sério,para me tirares do sério!!!!
O que é que queres que te diga?

Foi cá uma trabalheira conseguir editar este teu guião!!!
Mas.... foi sempre isso que desejei.

Aqui fica o teu azeite para manter acesa a lamparina desta S.Dami@o meio em ruínas...

Obrigado.

antónio colaço

 

MAIO

 

“Mês de encantos e de flores,

Maio ditoso findou.”

 

Pois… findou. Deixei-o fugir sem visitar a capelinha da missão que o Colaço se impôs (e que - ermitão - mantém aberta contra ventos e marés) e acrescentar umas gotinhas de azeite à lamparina que teimosamente mantém acesa. Uma visita prometida a cada Maio, extravasando um pouco da vivência peculiar que o marcava:

- a “Divina Pastora” anunciava-o (por vezes introduzia);

- a Senhora “vigiava-nos” o estudo desde o trono que lhe erguíamos na aula mor;

- o recreio da noite terminava ainda dia;

- as pequeninas ameixas engordavam a olhos vistos no terreno abaixo dos lavatórios do campo, junto ao qual formávamos a fila que, deixando o costumado trajeto e comandada como sempre pelo decano, guinava logo à direita, atravessava aquela espécie de nave abobadada de videiras a rebentar de promessa, passava junto à fachada da casa, entrava no ”coro” pela porta lateral, junto à grade divisória;

- o reportório laboriosamente trabalhado pelo Pe. Donato, desde o invitatório Vinde e vamos todos / com flores, à porfia”, ao “Doce Mãe”, “É puro da açucena”, “Divina Virgem” a entremear as três avé-marias, o “Manda a nossos lares” antes da pregação… E o mais identificador “Como celebra Maio o alegre rouxinol”!...

Não resisti a “trautear” alguns dos cânticos aquando da visita à tua Exposição na Mãe d’Água (Jardim das Amoreiras) no ano passado.

 

 Era Maio…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(02’20’’ - Vinde e vamos todos” e 03. “Como celebra Maio”…).

Era também a iminência do fim do ano lectivo e iminência dos exames; era a aproximação das férias grandes (após um ano inteiro, regressaríamos a casa!)

 

Ao longo da vida, outros acontecimentos se foram associando.

No ano passado, também em Maio - a 13! - foi a partida do Zé. Foi o primeiro dos nove irmãos a partir.  Oitavo que eu sou, andei ao colo de todos. Mas
se alguém esteve ligado ao “meu” Seminário foi ele.

 

Mais uma vez a vontade de partilhar com os colegas esta vivência. E mais uma vez o engasgue… Vou esperar mais uns tempos; no próximo Maio, já mais “a frio”, vou fazer esta partilha no “Irmão Sol”.

Para caçoada disto tudo, a 20 de Abril passado foi a partida inesperada do Germano. Mais que marido da Lurdes, a irmã mais velha, foi o 10º irmão que entrou em casa.

Toma e embrulha! Guardas para amanhã e vê no que dá!!!

Tomo. E embrulho!

 

 

                       

Amial, na cerimónia do beija-mão na Missa Nova do Luís Gonçalves e do João Santos Costa. A mãe, à esquerda, de lenço atado ao pescoço; o Eduardo parece encostado à testa da mãe; saliente na sua altura, o Germano; o Zé prepara-se para beijar as mãos do João depois de beijar as do Luís…

 

 

São Romão, 25 de Setembro de 1960

 

Todo vaidoso, de fatinho e sapatos (que luxo!!!),  o lacinho da Comunhão Solene no braço esquerdo qual troféu, não caibo em mim de satisfação. De máquina fotográfica em riste que nem profissional encartado, o Manel, nos seus 15 anos, procurou cenário a condizer com a festa. Fora do aglomerada das casas, evidentemente. E fixou o momento.

O fato era preto (sem a gravata preta, claro está) porque no dia seguinte, de saco e mala com o “enxoval” exigido, rumava Gondomar pela mão do Zé.

Hoje o casario estendeu-se até à Estrada Real (como se chamava a Estrada da Beira) a 3 km. O cenário hoje é este.

 

Saindo da estrada que leva à Catraia (Estrada da Beira) o acesso ao cemitério.

 

 

Um acesso que trilhámos em agosto de 76 com a mãe, em fevereiro de 92 com o pai, no ano passado com o Zé, agora com o Germano…

 

 

Em São Romão, naquele Carnaval em que um “destemido grupo de alpinistas” se apetrecha para o assalto à Torre (serra da Estrela). Não admira que o tivessem conseguido, com um Guia (o Germano, à esquerda) conhecedor da Serra como ninguém! E com um carro de assalto como era o boca-de-sapo da D. Irma!

 

Outro ângulo da mesa.

(Na parede, um quadro com fotos da Profissão Simples em Barcelos agosto de 65).

A propósito, Agostinho: um abraço especial neste dia 19. Paz e Bem!

 

Uma senhora no meio de 6 mânfios (Acílio, Pedro, Santos Costa, Agostinho Mendes, Germano e eu)!!! - No problem, - garantia o canische.

 

Contornámos as curvas a seguir à Lagoa Comprida e atingimos o planalto. A D. Irma, experimentada alpinista (literalmente, não fosse ela suiça!), como não tinha correntes para os pneus, ficou por ali (ao fundo, o ponto negro). A Torre parecia “já ali”. Numa corridinha estamos lá!

 

É o estamos! Olhem o que já andámos! A D. Irma ficara já no fim daquela recta que se prolonga para trás da nuca do Acílio…

 Aqui o Germano já nos permitiu deixar a estrada (impediu-no-lo quando, logo ao começo, queríamos cortar pelo que nos parecia constituir um atalho:

 - Nem sabem no que se iam meter!- disse ele.

 

 

Chegámos de novo à estrada, já perto.

 

 

Finalmente!

 

 

 

Para a posteridade, testemunhando a “conquista” da torre que perfaz os 2 000 metros (desta vez, foi o Germano o fotógrafo)

 

 

 

 

As torres do radar da Força Aérea estavam livres da neve (como tinham de estar). O acesso aos edifícios fazia-se por túneis no gelo. As instalações eram subterrâneas.

 

 

A conquista abriu cá um apetite!

 

 

Olha se estivéssemos dependentes de um condutor como este?!

 

Contantino Sério



publicado por animo às 23:33
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