Domingo, 31 de Outubro de 2010
ÚLTIMA HORA:FOMOS METER O NARIZ NO "NARIZ DO MUNDO"!!!REPORTAGEM DE JOAQUIM AFONSO

 

 

 

 

Joaquim Gonçalves, José Gonçalves e António Gonçalves, com mais amigos, em plena degustação de uma....cabra do monte!

 

QUER C´ABRA “ O NARIZ…” SENHOR EDITOR?

 

Não pretendo atribuir-lhe nenhuma medalha de ouro, prata, cobre, ferro ou estanho e até um girassol amarelo pintado com guaches especiais ou tinta-da- china comprada na loja dos trezentos, “perdão, dos talentos”, ou com o suor de incontáveis anos e milénios de labuta sebastiânica dos mineiros de Aljustrel e/ou Messejana, S. Domingos ou Neves Corvo para quem as mulheres, mães e filhas amassaram o pão que o diabo não quis comer, nem falar dos amores de Francisco e Clara de Assis, de Évora e Templo de Diana, Associação 25 de Abril, do Parlamento e do Convento, da crise entoupeirada, do cu e das calças, do Vale dos Bezouros ou do Vale das Oliveiras e até do outro Vale nas margens do Tejo de encantos e memórias, tão singular e adorado, algures perdido nos mapas turísticos, cheio de toupeiras e ervas daninhas, nem condecorá-lo no dia da res-pública pelos altos e heróicos feitos (só um rato ou animal muito inferior andaria a vasculhar as pedras e madeiras do restolho da casa que de portuguesa foi nobre e hoje é democrática, não para as vender sucalhadas como o outro agrilhoado, mas transformadas em arte, dádivas gratuitas e superiores), nem tão pouco adquirir obras criativas, maravilhosas e dispersas por exposições algures e, por fim, impedir o gozo das suas merecidíssimas férias, a deambulação pela cidade e pelo campo, sempre de olho atento quase anónimo, exímio e desafortunado mestre Cesário nas calçadas lisboetas ao ritmo dos hodiernos acontecimentos e nem tocar no seu melomónico e afinado orgão as peças de Chopin ou Bach, deus me livre, emparedá-lo no atelier invisível, qual mineiro em apuros na escuridão e profundidade, que para ser sincero, faria tanto geito a um transeunte emigrado à procura de manjedoura.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“NARIZ DO MUNDO”, restaurante típico nos picos de CABECEIRAS DE BASTO, onde se come cabra do monte, criada e abrilhantada por gente simples de requintado e grande gosto e muito frequentado pela intelectualidade e ciência nortenha e outros convivas, não a ciência da faca e do garfo, mas a ciência do bom convívio e cordialidade. É, de facto, espectacular pela situação geo-estratégica, adjacentes e originais paisagens. Tudo isto para vos dizer que foi mesmo uma surpresa muito agradável. Afinal, o Fernando e a Lurdes Araújo, amigos de longa data, quando nos perguntaram se queriamos comer cabra, estavam a perguntar se conheciamos a cabra de Cabeceiras de Basto. Perdão, nem cabra, nem cabrão, mas que o petisco é bom, é…E a doçaria…

Chamem o António… Vá lá… Aproxima-te… Não tenhas medo dos cornos da cabra…pôe-te no “NARIZ DO MUNDO” em Moscoso, Cabeceiras de Basto.

Também querem provar? Cheirem primeiro…

Afinal, ainda há um outro Portugal e uma boa cabra que espera por si! Quer c´abra?!

E esta hein!?

 

Joaquim Afonso 

 



publicado por animo às 23:56
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2 comentários:
De ribeiro Silva a 13 de Fevereiro de 2011 às 20:40
13 Fev 2011
Tenho pena‎‎ Ontem fui almoçar a esta casa,com a expectativa de encontrar o que a públicidade me recomendava, fiquei contente e triste, contente pois a paisagem é maravilhosa, o ar é excepcional e o sol estava lindo, triste, porque encontrei uma casa que é procurada por excursões, não tenho nada contra este tipo de clientes, mas tudo é servido e vivido dentro de um confusão extrema, e sem o minimo de condições para este tipo de serviço enfim 1 vez e chega, para não falar ,na falta de condições a nivel de instalações, salas sem janelas e com falta de luz o pormenor mais engraçado é que não tem sopa, e o pão tinha esgotado, tudo isto á 12,45 h, o Sr João é uma pessoa que encaixa bem as reclamações, mas vê se bem que a conta bancaria ja não se sente com obrigações, em tempos podia ser interesante????


De Lopes a 10 de Maio de 2011 às 04:23
No passado dia 30 de Abril, um grupo de amigos (grande maioria da zona do Porto), reuniu e fez a caminhada do centro de Cabeceiras de Basto, pelo meio da Serra e encostas acima, em direcção ao restaurante Nariz do Mundo, sito na Freguesia de Moscoso .
Depois de cerca de quatro horas de caminhada, percorridos cerca de vinte km, no meio de muito desgaste mas de bom convívio, onde se pode ver águas puras e cristalinas a correr, pelo meio de campos e montanhas, ovelhas e gado bovino a pastar, acompanhados da sua sineta que ao longe davam conta de si aos seus criadores, o cantar dos grilos na beira da estrada, e fazer a prova das primeiras cerejas do ano, que ali nos saltavam ;) com a sua cor brilhante diante nossos olhos.
Já se ansiava pela hora de almoço, a tão falada “chanfana de cabra” e a famosa “posta barrosã” (confesso que o primeiro prato não tinha vontade em experimentar, mas a posta, a tal posta, essa já me fazia crescer água na boca, pois apetite já não faltava ), mas enquanto isso ainda faltava percorrer a “recta final”, cerca de seis km, no interior de uma natureza deslumbrante, pura e bela, harmoniosa, onde a água, o musgo, os pássaros e as árvores completavam um ciclo natural perfeito, o qual manifestava em nós um sentimento de serenidade e paz, algo que no nosso dia a dia não acontece, devido ao trabalho e problemas sociais que hoje abalam a nossa comunidade.
No interior da Adega típica, pudemos verificar uma casa cheia e alegre, homens e mais homens, os quais não largavam ora os talhares ora o copo/tigela. Soltavam-se gargalhadas, asneirolas, tudo por causa da dita “cabra”, a tal “cabra” bem regada de um bom vinho, “Os Amigos do Garrafão”, aliás, a meu entender melhor, antes “garrafões com duas pernas”.
Sentados à mesa, sem grande conversa por parte dos colaboradores que estavam a servir à mesa, uma vez que estavam cheios de trabalho, rapidamente nos serviram o primeiro prato típico da casa,”a chanfana de cabra”, que como anteriormente disse não estava para aí virado, contudo tinha de provar, e em boa hora pude apreciar aquele petisco, mas que bom que era. Foi comer, repetir e voltar a repetir, guardando sempre um cantinho no meu estômago para a desejada posta , a qual veio mostrar a qualidade da carne da raça barrosã, criada naqueles prados selvagens e verdejantes.
Espero repetir mais algumas vezes a passagem por aquele espaço de restauração, onde a boa cozinha reina em conjunto com a natureza pura, daquela zona rural. Como dizia o outro: “… servir bem e bem sorrir, dá saúde e faz repetir …”. Um bem-haja ao bem comer e beber!
E depois de um sossego pleno, veio Pitões da Júnias, e o caminho longo da cascata...do aventureiro do costume – sem comentários!
Óscar Lopes


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