Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010
FORMIGUINHAS E O FORMIGÃO

 

 

 

AS FORMIGUINHAS E O FORMIGÃO.

 

Elas abundam nas aldeias, vilas, cidades e povoam montes, vales, planícies e planaltos com clima adequado e doce, sempre muito sóbrias carregam canseiras mil, que no dizer dos biólogos e cientistas da nossa e estrangeira praça e de acordo com o seu genoma ou código genético não têm tempo para grandes aventuras e pensamentos, diversão ou fornicação, sabe-se lá, porquê. Bem gostariam de usufruir de umas férias como nós, penso eu, à maneira portuguesa ou outra, idealizadas em paraísos tropicais e estâncias paradisíacas ou então em ambientes quentes e mediterrânicos como as suas irmãs e actuais amigas, conviver e conhecer outras diferentes raças e por que não, outras culturas mais evoluídas e micejanisadas, (estamos no terceiro milénio, meninas!) cujo desconhecimento, rotina, comodismo e determinismo histórico imposto, não lhes permite (tipo dos aventureiros ferozes e patrióticos cá de casa como o Afonso de Castela e Guimarães, o genealógico, bravio e destemido terceiro Afonso dos Algarves e outros e para que não fiquem tristes, também os chamados Vasco, Pedro, Sebastião, Cristovão e já agora, o grande e imortal Luís mirolho a quem quase, por praga, todos os arcebispos, clérigos, santos e santas da praça e pecadores do reino, muito injustamente lhe chamaram, “o coita…dinho do pão dos pobres”, mas muito arrependidos e hoje autoritariamente arrogantes tantos e em cantos muitos, lhe chamam com o nó na garganta e a lágrima na ponta do olho, “o coita…dão de Portugal”.

Recentemente Saramago e tantos outros, todos de grande renome e envergadura nacional e internacional e quão tão pouco letrados alguns e outros de mil presunções, que o diga a história pátria recontada às criancinhas futuras berbes e reis do burgo, pois é sensual que são consideradas figuras nacionais e exemplares de um tempo quase único e singular, enfim, dar o salto no desconhecido e no imbravado incerto e sair da quotidiana brandura, mesmo que reduzida seja a liberdade, imitando vaidosamente qualquer cidadão, pária ou pessoa vulgar que as merece. Mas, este sonho é apenas uma miragem que idealizaram no seu peregrinar laborioso e constante e constata-se hoje que a sua fantasia é inconcebível e eternamente adiada. Paciência! Trabalhem, meninas, enquanto outros vão e vêm de férias gozando ataviamente os seus segredos guardados em cofres invioláveis e fantásticos.

Mas, não se zanguem, amiguinhas. Também não me esqueci do vosso musculado, treinado e arrogante protector formigão.

Anda tão divertido, distraído e azafamado que até parece insensível. Provavelmente movido por canseiras mais ordinárias e extravagantes. O seu sentido rema em sentido diferente do vosso. Afinal, até me tenho interrogado com frequência, se a vossa direcção é a que está mais certa e a dos outros, porventura, errada. É verdade ou é mentira?

Aquele limita-se a ser um verdadeiro chinfrineiro, mas não inovador da ociosidade salutar. É campeão e maratonista de pontes, auto-estradas e ruelas nas horas livres. Altivo como a capital e faiscante como um relâmpago no areópago democrático. Um verdadeiro e impressionante gentleman de facetas várias. Sapiente com a ignorância e altivo com a inteligência mais desenvolvida. Um exemplar manda-chuva em tempos de rigoroso inverno e muito contido em tempo estival. Um dogmático, diga-se um demiurgo da demagogia grega, pitonisa sem altar. O seu púlpito tem muitos receptores e espectadores, no entanto, muitos são néscios de nascença ou analfabetos funcionais, doenças que segundo alguns, conduzirão à degenerecência. Não quer ser dos últimos nem dos fracos, pois desses não reza ou rezará a história. Apregoa muita água, mas o diligente S. Pedro fecha a torneira…

Se não vejamos, apenas alguns exemplos.

Onde está tudo limpo, aparece de repente tudo porco!

Onde há água cristalina e pura, aparece turva e contaminada!

Onde o rio nasce, morre prematuro!

Quando a criança sorri logo tolda o rosto!

Quando o jovem ou adulto discute logo rotula!

Quando quer ter férias diz que há muito mais trabalho!

Quando o passeio está livre estaciona o carro!

Quando quer inovar logo reforma!

Quando quer dinheiro aumenta o spreed!

Quando ri põe a chorar!

Quando canta e grita é amordaçado!

Quando reivindica é comunista!

Quando é crente e católico vai a Fátima!

Quando é morto está vivo!

Quando é doutor…dizem que é Engenheiro!

Quando é…é…é…é!

Quando não é por mim é contra mim!

Quando corre vento há tempestade!

Quando não sorri está doente!

Quando é católico não é protestante!

Quando é filho de deus não é do diabo!

Quando é político não é democrata!

Quando é rico não é pobre!

Quando é muito pobre tem dinheiro!

Quando é pai dizem que é filho da…

Etc…Etc…Etc… e tal!

 

Afinal, em que ficamos? Diz-me, tu, irmão Francisco!

 

Bem, meninas formiguinhas o melhor é recolherem-se, hibernarem, pois o inverno está prestes a chegar e o clima cá fora está a ficar cada vez mais doentio e segundo divulgam na comunicação social, os intrusos a todo o momento poderão chegar. Protejam-se e não tenham medo!

 

 

E, esta hein!?

 

Joaquim Afonso

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por animo às 17:10
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