Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009
ANSELMO BORGES ABRE JANELA DO (IN)FINITO
janeladoinfinito1

Sexta-feira, 13 de Fevereiro, 21.30, na Cooperativa  Árvores, no Porto,olhem só a sorte dos que vão poder assistir não só ao lançamento do livro "Janela do (IN)FINITO", do nosso querido amigo Anselmo Borges, mas, também, ao Debate que ele mesmo vai moderar sob o tema "RELIGIÃO,RELIGIÕES NO SEC XXVI e que conta com as participações de António Reis, Maria de Belém, Paulo Rangel.

No prefácio do livro, Guilherme d'Oliveira Martins adianta:

«Os textos que constituem este livro de Anselmo Borges são excelentes motivos de reflexão sobre um conjunto vasto de temas relacionados com o fenómeno religioso, com o diálogo entre religiões, com a relação entre fé e razão, com a diversidade de culturas, e também com a evolução da humanidade num mundo globalizado.


Anselmo Borges é um autor fecundo nos temas que aborda e no modo como o faz, tendo qualidades pedagógicas excepcionais, que lhe permitem abordar os mais diversos e complexos temas com uma clareza e uma proximidade que se tornam atraentes e acolhedoras. Mas não se pense em facilidade ou ligeireza.»



Acerca do livro, Anselmo Borges adianta:

 

«O ENIGMA DE UMA JANELA O fascínio de uma janela está em que se vê de fora para dentro e de dentro para fora, mas de tal maneira que as duas visões não são coincidentes. Escreveu M.-A. Ouaknin: “A janela é um objecto misterioso. Ela abre para a intimidade e para o mundo”. Ela é “fronteira, limiar e sonho”. O que se vê de fora para dentro tem sempre a ver com o oculto, o segredo, a intimidade, o sagrado. E o que se vê de dentro para fora? Baudelaire escreveu: “Je ne vois qu’infini par toutes les fenêtres”: só vejo infinito por todas as janelas. Através de uma janela, não se vê apenas o que está aí, à frente dela. Uma janela dá para o ilimitado, para o infinito.» ANSELMO BORGES.



Uma pequena recensão biográfica de Anselmo Borges:



Padre da Sociedade Missionária Portuguesa. Estudou Teologia (Universidade Gregoriana, Roma), Ciências Sociais (École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris) e Filosofia (Universidade de Coimbra).
Leccionou Filosofia e Teologia na Universidade Católica Portuguesa e no Seminário Maior de Maputo, Moçambique. É docente de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Tem diversas obras publicadas entre elas: "Janela do (In)visível"; "Religião: Opressão ou Libertação?"; "Morte e Esperança, Corpo e Transcendência" e “Deus para o Século XXI” (coordenação). É colunista do Diário de Notícias sobre temas de religião.

 Todos a agendar para Sexta, 13, a grande sorte de uma noite em cheio!


antónio colaço



publicado por animo às 16:03
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UM REENCONTRO NOS ANOS 70
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Esta coisa do pessoal gostar de se reencontrar não é de agora como está bem de ver! E para que, aqui e acolá, não se diga que só publicamos fotos do pessoal do ano do editor ( sim..., ouve-se!!!) - o que constitui, desde logo, um desafio a que irmãos de outros anos se ponham ao caminho e, via mail, ou, mesmo, por correio nos enviem as fotos que têm consigo, que nós devolveremos - aqui estamos nós a caminho de Gondomar, final dos anos 70, para registar este encontro de antigos colegas.Vamos ajudar: a partir da esquerda, João Paz, Bento Oliveira (não, não é o editor por muito que se pareça!!!), Abel (que já não está entre nós!Abraço, meu!)Delfim Costa, Fr. Acílio Mendes (então, quando é que escreves para aqui, rapaz?!), António Paz (outro que já nos deixou, outro abraço também para ti!), Fr.Vítor Arantes, Fr.Adelino Soares, João Alvarenga, Fr.António Martins, Fr.João Santos Costa e Frei Mário de Negreiros.

(Fonte:50 anos Capuchinhos em Gondomar)

antóniio colaço


publicado por animo às 12:45
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A MISSA NOVA DE JOAQUIM
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No preciso momento em que editamos este texto, hora de almoço de segunda, o"audiómetro" do irmão sol está a registar uma audiência record!!!Não sabemos qual a origem, mas, para que não fiquem desiludidos, e numa concessão, única, resolvemos subir ao sótão das memórias e escolher a dedo, qual Emídio Rangel de nós (desculpa querido amigo Lopes Morgado!), duas imagens para activar a memória de todos nós! (Ao reactivar a memória com as coisas boas, pode ser que o pessoal comece a colaborar mais!!!Pronto, abrimos o jogo todo!!!).

Este rigoroso exclusivo leva-nos até Agosto de 1962, em Gondomar, onde teve lugar a Missa Nova de Frei Agostinho de Vilar, assim se chamava, então, aquele que é, até agora, o mais colaborador irmão do irmão sol! Tudo isto pode ser encontrado na edição dos "50 anos dos Capuchinhos em Gondomar", pag 129.

Quase 50 anos de Padre, é obra, meu!Parabéns, uma vez mais.

( Mas aquelas sandálias....Podes contar quem foi o sapateiro?)

antónio colaço


publicado por animo às 12:28
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WEBANGELHO/A HUMANIZAÇÃO DIVINA DA IGREJA
freibento

Alçada Baptista e o catolicismo português


08.02.2009,


 


 Frei Bento Domingues O.P



Não se reconhecia no mundo mental, espiritual e militante da Acção Católica e criar um partido tornara-se inviável.




1.Quando se fala dos católicos - leigos ou padres - dos anos 40 a 74 do século passado, é quase só, e sempre, para saber o lugar que ocuparam na oposição ao Estado Novo, com o pressuposto de que a "Igreja" era um dos seus pilares. Alçada Baptista figura, necessariamente, nessa paisagem, não só devido às suas tomadas de posição individuais e de grupo, mas sobretudo por causa de um empreendimento de vanguarda e sem paralelo, nos anos 60, "A Aventura da Moraes", que se exprimiu através de uma livraria-editora e duas revistas: O Tempo e o Modo e Concilium (1).




Sobre as peripécias e repercussões desta aventura, já se escreveu muito e continuar-se-á, certamente, a escrever pela sua novidade e significação no campo cultural, religioso e político. O próprio António Alçada explicou, muitas vezes, a nascente desse sonho e as sucessivas dificuldades, incompreensões e desencantos na sua realização, sem nunca renegar a "iluminação" que o fez abandonar a banca prometedora de advogado e tornar-se um editor improvisado: "Naquela altura eu acreditava na Igreja como os crentes acreditam nas igrejas. A insatisfação religiosa que, algum tempo depois, iria desaguar no Concílio Vaticano II era um meio que exprimia as minhas ansiedades e achava que elas eram partilhadas por uma maioria de crentes que estavam inteiramente desmunidos de elementos que os ajudassem a consciencializar e a estruturar aquilo que, na linguagem que então me era cara, 'contribuísse para a progressiva libertação do homem através do esclarecimento e da denúncia da sua alienação política, cultural e religiosa'."

2.Alçada procurava, portanto, responder a uma grande lacuna do catolicismo português e agregar pessoas que a sentissem e a desejassem preencher. Não se reconhecia no mundo mental, espiritual e militante da Acção Católica e a criação de um partido, à imagem da ala mais autêntica da democracia cristã italiana, tornara-se inviável. Do Vaticano II ainda não se falava. Passados anos, quando se poderia pensar que tinha a solução na mão, deu-se conta que andava só a substituir umas coisas exteriores por outras que o impediam de ser ele mesmo. Nem tudo foi um desastre: "Uma das maiores compensações da minha 'irresponsabilidade' de me ter posto a ver se salvava o mundo foi, muito possivelmente, a de ter criado um estatuto que me deixou com um pé no sistema sem que ele se tivesse apropriado completamente de mim." Foi também essa profissão de editor e as andanças em que se viu metido que lhe permitiram um conhecimento do mundo e das pessoas que, como diz em A Pesca à Linha, de outro modo, lhe teriam passado ao lado. Acerca desses encontros, leituras e descobertas, confessa: "Trago sempre comigo um pouco de razão e ironia que me trava os encantamentos sem me retirar completamente do clima onde estou." No primeiro encontro com Lanza del Vasto, depara, em estado puro, com o prazer de viver, de olhar, de ver, de respirar, de ouvir, de estar com os outros, com a alegria. Era a coincidência entre pensamento e vida, mas para Alçada, o incorrigível anti-herói, na primeira reacção, pareceu-lhe que Lanza del Vasto, vestido de profeta, se levava demasiado a sério.

3.Para surpresa de quem o conhecia mal, Alçada aparece, em 1971, com a sua Peregrinação Interior. Vol. I: Reflexões sobre Deus. Serviu a Eduardo Lourenço, num texto magistral, para dilatar e aprofundar essa peregrinação, no interior da nossa literatura, da nossa religiosidade e do nosso catolicismo (2).
Vê, na Peregrinação Interior, o mais significativo e brilhante espelho de uma nova maneira de "ser católico", não isenta de dilemática inquietude, embora muito lusitanamente alheia à cegueira divina de Abraão e aos paradoxos de Job, o que marca, se não os limites clássicos da nossa religiosidade, ao menos os da visão dela de António Alçada Baptista: um catolicismo reformado e reformista, confiado e inquieto.
Dessa Peregrinação surgiu um segundo volume (1982) e, aventuro-me a dizer, um terceiro com outro título, O Tecido do Outono (1999), elaborando, através de novos laços, uma peregrinação expressa numa singular teologia narrativa, onde imanência e transcendência se exigem mutuamente: "Diria que há coisas na natureza e na condição humana que me impõem a existência de um núcleo misterioso a que chamo Deus. [...] Estamos no tempo da morte de Deus, da sua ausência infinita, e aguardamos a sua Ressurreição. É evidente que não posso estar interessado num deus que aterrorizou toda a minha vida passada, que me cortou cruelmente de uma perspectiva de desenvolvimento humano que tem que ser vivido na terra e de que procura separar-me: dos prazeres, dos valores que a terra me proporciona, quer na minha comunicação com os outros, quer no meu desenvolvimento pessoal como o amor humano e a alegria. Recuso uma concepção de Deus cujo caminho seja a tristeza e a angústia."
Alçada, na sua peregrinação, perdeu-se de uma Igreja que sabe tudo e de um Deus autoritário. Encontrou em Cristo a humanidade de Deus, a fonte da possível humanização divina da Igreja.
(1) Teresa Tamen (cord.), A Aventura da Moraes, CNC, 2006
(2) Literatura e Interioridade, in O Canto do Signo, Lisboa, Presença, 1994, pp. 150-157.

 


(In, Público, ontem)





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Sábado, 7 de Fevereiro de 2009
MATINAS E WEBANGELHO
7fev1

Mação, há minutos.

Por dificuldades de edição, passa por aqui, se quiseres.Obrigado.ac


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Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009
TERRAMOTO 1969.PRIMEIRAS MEMÓRIAS

A propósito de memórias do terramoto de 1969


Ainda falta algum tempo para a data coincidente, sobre o tal sismo de 28 de Fevereiro de 1969, mas o assunto calha em propiciar outra oportunidade de falar de algumas lembranças, embora já distantes, sobre esses tempos.


Como sabem, quem já leu o que tenho escrito aqui, eu entrara no Seminário no Outono de 1965 e saí no Verão de 1969. Ora, aquele 1969 foi, portanto, o meu último ano, algo que na altura ainda não supunha, sequer. E o famoso “tremor de terra” apanhou-me em Gondomar, em pleno sono, no dormitório – que, nesse tempo, era já naquele casarão de pedra lateral ao edifício principal, ao lado dos balneários. Nessa época, dormia próximo o Frei Domingos, que estava encarregado de nos acompanhar no deitar e acordar. Recordo-me que, durante essa noite,  acordei com um estranho ruído, seguindo-se chinfrim de ouvir as chapas das camas (lembram-se, aquelas dos números, nas cabeceiras?) a baterem contra os ferros, enquanto as camas abanavam, então, até que de repente toda a gente se levantou, instantaneamente, deitando a correr… Não me lembro de muitos pormenores, apenas tenho imagem de que um colega, na ânsia colectiva, deu uma cabeçada em qualquer coisa, não sei já se na porta ou numa das paredes, e caiu desamparado. Lembro-me que depois ficamos lá fora a ouvir notícias, referentes ao caso, através de um transístor de um senhor padre.


terramoto1


Agora, a propósito disso, lembro-me que, enquanto passávamos tempo nessa madrugada, fomos dar um passeio pela quinta, a ver se havia algo estragado, tendo alguns se preocupado em ir à chamada vacaria, onde estavam na época os animais de criação (pelo menos porcos e não sei se outros animais, ficando mais uma “deixa”, assim para quem se lembrar de outros pormenores). Pois, ainda a calhar, ao tema, revi há tempos um desenho que fiz durante a minha permanência em Gondomar, em cuja folha tentara desenhar e pintar, precisamente, a nossa vacaria da quinta de Gondomar…


terramoto2


Junto, por isso, imagem desse velho desenho (em vista geral e pormenor), onde de realce se pode ainda notar o modelo do papel que era usado, para o efeito. Já que a pintura é o que um pequeno aluno, então no 3º ano (aquilo tem data de 1967), conseguia fazer.


E pronto, é o que tal ocorrência me traz mais à memória, entre imagens já ténues.


Armando Pinto



publicado por animo às 16:38
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Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009
leituras.MÁGICO
loboantunes1

Descompustura ao meu amigo lá de cima



António Lobo Antunes

 



Deus, estou zangado contigo. Suponho que já Te habituaste às minhas zangas como Te habituaste às minhas dúvidas, aos meus afastamentos, aos meus regressos a fingir que não venho, aos momentos de harmonia que de vez em quando existem entre nós, à minha incompreensão de tanta coisa que fazes ou não fazes, aos meus ralhetes, aos meus amuos, ao que considero as Tuas injustiças, a Tua crueldade e se calhar não é injustiça, se calhar não é crueldade, sou parvo, não ligues, não consigo entender as Tuas profundezas e os Teus caminhos, o significado dos Teus gestos. Só que ultimamente tens exagerado: o ano ainda mal começou e já desataste a despovoar o mundo à minha roda, eu que nunca fui próximo de muita gente, bicho do mato a fechar-me, a fechar-me. Começaste pelo Zé Manel Rodrigues da Silva, não sei se Te lembras dele, era jornalista, morava na Rua Azedo Gneco, usava óculos, acho que Te lembras porque se vestia de uma maneira única, fumava cachimbo, tinha brinquedos em casa, bebia chá, os olhos desapareciam a sorrir, era muito generoso e muito bom, usava cabelo comprido com risca ao meio, barba, um anel de prata no mindinho, houve uma altura em que fumou cigarros de mortalha, se procurares achas fotografias da gente os dois no Teu arquivo. Tiraste o Zé Manel sem razão, não fazia mal a ninguém, fez bem a muitas pessoas a começar por mim que estou aqui a jeito
(estou sempre aqui ajeito)
segurava os óculos com um fio. O Zé Manel, desculpa lá, não perdoo, quer dizer não digo que daqui a uns tempos não perdoe mas para já não perdoo. E a seguir, pumba, a Tereza. Dessa recordas-Te, não mintas, foi a semana passada, perdão, o funeral foi domingo passado, fresco ainda, não franzas a testa a pensar, não Te escapes, é impossível que não Te recordes, a mulher do Rui, a mãe do Henrique e da Sara, pertencíamos à mesma editora, a Tereza tomava conta de mim, foste tão duro para ela nos últimos tempos e a Tereza sempre corajosa, digna, sem uma queixa. E depois do coiso no cérebro deque ela se estava a levantar com uma
força de vontade que nunca vi amandas-lhe uma gripe, uma pneumonia, cuidados intensivos, os orgãos a desistirem um a um, a inabalável esperança do Rui e o seu imenso amor, nós ambos ao pé da Tereza, toda ligada aos tubos, a inabalável esperança do Rui e a mínha nula esperança, durou mais ou menos durante quinze dias
(mais de quinze dias)
o Rui acreditava, eu não acreditava e infelizmente a razão do meu lado, sempre me maçou ter razão, bendigo algumas das
«E na volta, Deus;
vens lá de cima fazcr isto? Com que direito? Porquê? Explica-Te, mereço, no mínimo, uma justificação. 1-lá coisas que doem, no caso de andares distraído: o anel da Tereza no dedo do Rui, o beijo que deu no anel, os pobres beijos que lhe dei a ele e não
servianz de nada»
minhas asneiras, das minhas imprudências, das minhas tolices. Só ando certo ao escrever, no resto acho-me sinceramentc
(e não consegues desmentir)
um palerma, no que diz respeito à vida prática eis o campeão dos azelhas, um desastrado Quixote interior. Bom, mas isso não interessa, interessa a Tereza, Tereza com z, não com s, não me desvies a esferográfica. Na missa de corpo presente comoveram-me as lágrimas do padre, mais junto de Ti e mais conhecedor das Tuas razões do que eu. Estaria zangado também, o padre? Ou aceitava? Senhor padre, entre nós que
eu não conto a ninguém, estava zangado ou aceitava? No dia em que a Tereza morreu fui a casa deles, ainda o Rui não tinha dito aos filhos que lhes levaras a mãe
Venha ver o sítio onde a Tereza lia os seus livros
um apartamento muito bonito, cheio de luz, cheio de vida, feito à justinha para as pessoas serem felizes, os livros, os quadros, os móveis. E depois a elegância de sentimentos do Rui, a elegância na dor, a mais rara de todas. A inveja de uma família assim, as irmãs, os pais, o
(não é piegas nem exagerado)
amor deles, a infinita delicadeza, a discrição de uma imensa ternura. E na volta, Deus, vens lá de cima fazer isto? Com que direito? Porquê? Explica-Te, mereço, no mínimo, uma justificação. Há coisas que doem, no caso de andares distraído: o anel da Tereza no dedo do Rui, o beijo que deu no anel, os pobres beijos que lhe dei a ele e não serviam de nada. Rui, eu gosto muito de si. Deus, neste momento não gosto nada de Ti. A Tereza queria tanto viver. Palavras suas
- Quero muito viver
ela sentada à minha frente, do outro lado da mesa onde escrevo, neste lugar cheio de lixo e tão sujo onde eu, obsessivamente meticuloso, me sinto, pasme-se, bem.
- Quero muito viver
dizia a Tereza
- Quero muito viver
depois de falarmos de trabalho e disto e daquilo, o que fizemos, o que íamos fazer. Que mulher tão forte a Tereza, Rui, que Mulher, apenas. O Rui
Lembra-se da nossa viagem à América? há pouco tempo, contentes. Contentes em Nova lorque, Rui, em Washington. Em Boston roubei à descarada uma primeira edição do último Conrad, que o autor deixou incompleto. A Tereza e ao Rui quem os completa a partir de domingo, Deus? E agora um aviso solene, uma ameaça, uma ordem: livra-Te de tornares a meter-Te com a família do Rui. Ouviste bem? Livra-Te de tornares a meter-Te com a família do Rui porque, se o fizeres, vais ter-me à perna a Eternidade inteira e não sou um osso fácil de roer.

(In, Visão, hoje)

NOTA

Aguarda edição.ac

 

 



publicado por animo às 13:54
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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009
A IRMÃ TESOURA...
vaz1ab

Todas as fotografias têm, bem guardada, uma história para contar, independentemente da história que contam a olho nú! Peguemos neste exemplo. Assim vista, esta é a história de meia dúzia de animados noviços nos gloriosos anos 1968/1969 , em Barcelos - a propósito, completam-se no próximo dia 28 de Fevereiro, os 40 anos do célebre terramoto que nos apanhou em Barcelos!!! Venham daí memórias - e que tiveram o privilégio de uma camera fotográfica por perto. Porém, para mim, a verdadeira história desta fotografia está aqui:

vaz1ab1

Este é o Frei Firmino Ribeiro, irmão de Leonel e Arménio, e que terá sido a minha primeira vítima na arte de bem ... barbear em toda a sela, perdão, cela! Vejam só como o pobre coitado ficou sem ponta de cabelo à frente tão avançado andava o barbeiro em implementar o novo corte "capuchinho hair/68"!!! Disto me lembrei, ontem, enquanto mão sábia, lá em casa me aparava as guedelhas que restam! Meu caro Firmino, onde quer que te encontres, aqui te peço públicas desculpas pelas incautas tesouradas da nossa irmã tesoura!

antónio colaço


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MATINAS/última hora
Obrigado, Senhor, pelo desafio que vem das bandas da Cidade Universitária.

capuchinhos21abcapuchinhos56ab

Leonel Ribeiro Santos e José Ramos, catedráticos do saber, acabam de lançar o repto para...um almoço, ali mesmo. Aguardemos.

ac


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Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009
VÉSPERAS.NÃO PODEMOS ENREGELAR POR DENTRO!



Olá!


1. Eu, quando voltei a ter Internet, já andava tão


aflito com a BÍBLICA de Março-Abril (atrasada, tb


pela falta de Net, 15 dias) que não me pude/posso


voltar para outra coisa.


 


2. Neste fim-de-semana fui finalmente espreitar 


a luz do IRMÃO SOL, e vi que também ele fechou para obras.


Afinal, a malfadada (de que tantos se estão a aproveitar para


"fartar vilanagem"!) existe mesmo: JÁ CHEGOU ATÉ AO SOL!


POBRE TERRA, SEM A LUZ DO SOL..


Por isso nem piei com as fotos do João Casais,


porque TARDE PI...ARIA..


 


3. Como, por este teu e-mail, não percebi se afinal as OBRAS


já acabaram e o SOL já brilha de novo, aqui te envio estas


fotografias que tirei ao casal CASAIS que veio acompanhado


por outro CASAL amigo. CASA lá isso como quiseres.


Veio alguns dias antes de regressar ao Cazaquistão. Afinal, ele já


me conhecia do Encontro dos Antigos Alunos aqui em Fátima


no ano 2002; mas não fomos então apresentados, estamos ambos


na fotografia grande da pág. 151 do livro dos 50 anos em Gondomar:



 

 


joaocasais4a




Mesmo ao lado direito do Zé Augusto Ramos, lá está JCasais.


 


ele, calvo, a espreitar mesmo por trás de um colega da 1ª fila com"pera" branca; eu, careca e de barba branca, "aninhado" à frente na zona central. Falámos de pessoas e factos de outros tempos, actualizámos informações sobre colegas e professores.  Mostrei-lhes a CASA da Fraternidade e a MORADA dos Presépios. Gostaram - muito, acho eu.


 4. As fotografias ficaram com alguma luz a mais - mas é para ajudar a reacender o IRMÃO SOL. E acende lá essa LAREIRA, que este frio invernal já começa a passar das marcas. Ao menos por dentro, não podemos enregelar. Senão, o mundo parava!


 5. E à BÍBLICA regresso, pois tenho de ler atentamente as provas todas e preencher algumas páginas que ficaram para hoje, pois amanhã temos de "fechar" o número, sem falta.


 


Abração do


frei morgado


 


NOTA


Não há palavras! As tuas palavras foram a acendalha que me fez vir com urgência acender a lareira deste convento. De vez em quando enregela-se-nos a alma e dá-nos para isto. Pudessemos, ao menos, ter a certeza de que todos beneficiaríamos de alguma dose da tão necessária Contemplação de Deus.Mas eu estou em crer, cada vez mais, que somos nós, a começar por mim, que tornamos difícil os divinos vislumbres que Ele, desde a primeira hora para nós preparou, percebes? Sim, não somos felizes sózinhos, mas sê-lo-emos menos, se persistirmos em vivermos os dias sem um minutinho que seja, por dia, sem darmos por Ele bem dentro de nós. Acho que é só isso que o deixa .... como dizer, insatisfeito, triste (é uma bengala de estilo,Ele sabe!!!) não por Ele, mas por nós, como quem diz "estás a esquecer-te de Ti, da matricial felicidade com que te criei"...


João Casais, obrigado, também para ti, mesmo em viagem, de um lado para o outro - e que viagens -e  tu a parares, como quem diz, se não ergo mais um tijolo a parede desmorona-se.Não te conheço mas conheço a tua generosidade. É reconfortante. Não sei o que dizem os nossos irmãos daqui ao pé da porta....


Estamos com problemas na edição de imagem.Pois bem, talvez esta pausa possa ajudar a ver com mais nitidez, a cada um daqueles que ainda aqui não participou, "chegou a minha vez"!!!!


 ÚLTIMA HORA!


Já chegámos à "fala" por mail, com o Leonel Ribeiro Santos. Também o Frei Acílio já envia mails para os seus amigos...será que já podes mandar algo aqui para nós?!Não forces, mas, pelo menos um Olá!É possível. As melhoras, entretanto, para ti.


antónio colaço





publicado por animo às 19:40
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