Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010
OLÁ, IRMÃOS CARMELITAS! BEM-VINDOS!

 

 

TENDO tido acesso ao vosso blog e estando nós Interessados
em conhecer os vossos Estatutos, vimos por este meio
solicitar-vos, nos facultem, por esta via, cópia dos Estatutos da
Vossa Ilustre Associação.
Auguramo-vos sucesso e crescimento contínuo,
na prossecução da vossa Missão.
 
Antecipadamente Gratos
 
Associação Pel Associação
 
Augusto Pereira de Castro
(Pr. da dir.)
 
 
Ps: nosso blog: http://aaacarmelitas.blogspot.COM

__________________________________________

 

NR

É uma dimensão que nos apraz registar. De facto, o mundo é pequeno ou, como diz o ditado, isto anda tudo ligado. Êxitos para os vossos trabalhos.Ainda dei uma volta pelas fotografias na mira de descobrir alguns dos ex-alunos que frequentaram o Instituto Superior de Teologia no Porto, nos saudosos anos 70! Se tiverem notícia, venha ela!

Ah! A história dos Estatutos é mais com o António Joaquim e seus pares para quem reencaminhamos o vosso mail!

 

antónio colaço
 

 



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Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010
RANDE: UM PEQUENO RENDEZ-VOUS DE NEVE...


O assunto desta vez é para te enviar uma foto, relativa à meteorologia da minha região, como simples amostra de neve que hoje, domingo, dia 10, começou a cair de manhã, embora de curta duração.
Com efeito, à imagem do que acontece por quase todo o pais, este domingo, acordamos à vista dum ambiente branco, com neve a cair aos farrapos. Simplesmente nos sítios mais baixos, como aqui na minha terra, ela misturou-se com uma espécie de água de chuva  que logo a  fez derreter. Por isso só consegui registar este pormenor visual, que envio,da escassa camada que ainda vi. Nenhuma casa junto à Igreja Paroquial de Rande, da minha freguesia.


Fica uma imagem leve ...
Um abraço do
Armando Pinto



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Domingo, 10 de Janeiro de 2010
ÚLTIMA HORA: ENCHAM O IRMÃO SOL DE NEVE!!!!

Alô amigos!!!!

 

Encham o irmão sol com a IRMÃ NEVE!!!!JÁ!!!!

 

Essas fotos para cá JÁ!!!!

 

 

Obrigado

 

 

antónio colaço



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Sábado, 9 de Janeiro de 2010
WEBANGELHO DE ANSELMO

 
LIBERTAÇÃO E POLÍTICA
Pe Anselmo Borges
 
Volto ao teólogo flamengo Edward Schillebeeckx, um dos mais notáveis e influentes pensadores católicos do século XX, que morreu, com 95 anos, no passado dia 23 de Dezembro, em Nimega (Holanda), em cuja universidade ensinou. Foi um dos principais mentores do Concílio Vaticano II, acontecimento determinante do século XX. De facto, aos seus críticos é preciso perguntar: o que seria a Igreja sem esse Concílio?, sem ele, como seria o próprio mundo?
E. Schillebeeckx fez parte de uma plêiade excepcional de teólogos - entre eles, M. D. Chenu, H. Urs von Balthasar, Yves Congar, Henri de Lubac, Karl Rahner, J. B. Metz, Hans Küng -, que ousaram pensar e que deram uma nova orientação ao cristianismo e à Igreja. Um dos problemas maiores da Igreja actual é que precisamente essa geração está a desaparecer e não tem substitutos à altura.
Acusado de pôr em perigo a ortodoxia, teve de enfrentar por três vezes a Congregação para a Doutrina da Fé - uma das vezes, porque defendeu que a comunidade poderia designar membros seus não ordenados para presidir à Eucaristia -, e denunciar os seus métodos inquisitoriais, constatando que a Igreja se ia desviando do Concílio e se tornava cada vez mais monolítica, confundindo unidade com uniformidade.
Foi-lhe atribuído o Prémio Erasmus, pois "os seus trabalhos vêm confirmar os valores clássicos da cultura europeia ao mesmo tempo que contribuem para o exame crítico desta cultura". Nunca perdeu a esperança na Igreja, comunidade de Deus, crítica e solidariamente presente e activa entre os homens e as mulheres deste mundo, entre os crentes, "que voltam as costas precisamente à Igreja estranha ao mundo, à Igreja do Concílio de Trento e dos tempos anteriores ao Concílio Vaticano II, Igreja triunfalista, juridicista e clerical, que pretende ser o intérprete irrefutável da vontade de Deus até ao mínimo pormenor". Numa das últimas entrevistas, concluiu: "Continuo optimista. Acredito em Deus e em Jesus Cristo. Que mais me pode faltar?"
O conceito de "experiências negativas de contraste" é certamente uma das chaves para o seu pensamento, pois formam uma experiência fundamental. É de facto nessas experiências que o homem aprende a distinção entre bem e mal e a urgência ética. O que vemos e ouvimos do mundo põe-nos em contacto com uma realidade que não está de modo nenhum em ordem - há algo que está radicalmente mal. Por isso, a experiência de sofrimento, de maldade, de injustiça e infelicidade é "fundamento e fonte" de uma indignação e de um "não" fundamental ao mundo tal como se apresenta. Ora, esta incapacidade de se resignar com o mundo tal como está revela uma "abertura" para uma outra situação, que constitui "apelo radical ao nosso sim", sim a um mundo outro, com sentido, justiça, felicidade. Este sim aberto, que é ainda mais forte do que o não, pois é ele que torna possível a resistência e indignação frente ao mal, é, num mundo ambíguo - mistura de bem e de mal, de sentido e sem sentido -, alimentado e solidificado por experiências fragmentárias, mas reais, de sentido e felicidade, convocando à solidariedade de todos para a construção de um mundo melhor, com rosto humano.
Aqueles que acreditam em Deus "preenchem religiosamente esta experiência fundamental", recebendo então o "sim aberto" mais orientação e horizonte, dados no vínculo entre ética e mística. Os cristãos, concretamente, a partir da revelação de Deus no homem Jesus, confessado como o Cristo e Filho de Deus, são transformados pela esperança fundada de que "no núcleo mais íntimo da realidade, está presente um suspiro da compaixão, da misericórdia; os crentes vêem aí o nome de Deus", cuja causa é a causa dos homens, o seu bem-estar e felicidade.
A fé num "Deus dos homens" que quer chamar todos à plenitude da vida implica, por um lado, que é preciso acreditar no homem, pois não há salvação que não passe pela libertação, também sócio-política, mas, por outro, não se pode cair numa fé iluminista ingénua no progresso nem num messianismo político, pois "nenhum progresso sócio-político reconciliará alguma vez com a injustiça que coube aos mortos".
 
In DN, hoje
 
NR
1.Anselmo em grande neste início de ano!
2.Sublinhados nossos
ac
 

 



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Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010
ADÃO E EVA OU ONDE NÃO SE FALA DE ADÃO E IVO

 

Bom Dia,
Com Paz e Alegria!
 
No Parlamento é hoje discutido
e (com certeza) aprovado
(já nem os deputados são livres!)
o casamento de pessoas do mesmo sexo.
Os senhores deputados alinham-se em duas frentes:
uns pelo vanguardismo,
dizendo apontar-nos para o século XXI.
Outros são acusados de retrógados e pré-históricos. 
Mas hoje é um dia histórico:
Para uns, porque vamos ficar 
a par dos países mais «desenvolvidos».
Para outros, porque acabou o tempo em que
«o povo é quem mais ordena».
Uma petição com mais de 92 mil assinaturas
já não encontra eco na «casa de todos nós»...
Surdez? Cegueira? Despotismo?
Pela Bíblia, sabemos que Deus não apostou
no casamento dos homosexuais.
Criou o Adão e a Eva.
De outro modo,
teria criado o Adão e o Ivo.
Muito perto da Clínica Oftalmológica
onde, nestes dias sou beneficiado
com inovadoras sessões de «fisioterapia ocular»
(sim, não é engano: é mesmo «fisioterapia ocular»,
aom a ajuda da sofisficada tecnologia da R.E.,
a Recuperadora Electrónica),
há uma paragem do autocarro,
de emblemático nome: «Edifício Transparente».
Poderíamos chamar assim
à nossa «Assembleia da República»?
É conhecida a «Oração pela Família»,
uma canção do Padre Zezinho.
Hoje, e neste ambiente «parlamentar»,
 envio  (em anexo) uma outra bela canção
do padre Zezinho:
«Ilumina»,
envolvendo mais uma vez a Família.
Uma família que «ainda» nos fala
dos pais e das mães,
dos filhos e das filhas
dos familiares e dos vizinhos...
Isto em pleno século XXI.
ILUMINA, ILUMINA
cada passo dos nossos deputados! Ámen.
Haja confiança!
O abraço amigo de Paz e Bem,
frei Acílio

 



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Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010
MATINAS

 

 

 

Obrigado, irmão sol, por reapareceres.

Até os tímidos pampilhos se erguem para celebrarmoos este prenúncio de Primavera.

antónio colaço

 



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Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010
JOÃO CASAIS....TÃO PERTO
Caro Amigo,
passado o primeiro momento de surpresa e alguma tensão,
misturado com a felicidade do encontro privilegiado
que hoje tive com a Família do nosso João Casais,
envio-te este texto para o irmaosol.
Com o meu abraço.
morgado 
 
 
Foto:Frei Lopes Morgado.João Casais e esposa entregando o presépio trazido do Kazakstan em 26.12.2009
 
 
JOÃO CASAIS - ENCONTRO DE EPIFANIA
 
Há vários anos atrás, quando as principais festas religiosas se
traduziam em feriados civis, celebrava-se hoje a festa da Epifania
do Senhor, ou dos Reis. Em Portugal, actualmentecelebra-se no
Domingo anterior ao dia 6 (foi no Domingo passado), embora na vizinha
Espanha e entre os ortodoxos a solenidade seja festejada hoje.
 
Na Epifania recordamos o episódio evangélico apenas relatado
por S. Mateus: uns Magos vindos do Oriente guiados por uma
estrela, entraram na casa onde o menino Jesus se encontrava
com seus pais e adoraram-no, oferecendo-lhe ouro, incenso e mirra,
após a informação recebida na corte de Herodes, de que tal
menino teria nascido em Belém... Para a Igreja, o significado
disto é a revelação aos gentios, representados nos Magos,
da Salvação que Jesus (=Salvador) tinha vindo trazer para toda
a Humanidade. A estrela simboliza a fé.
 
Posso dizer que hoje tive a minha Epifania. A viúva do João
Casais e três Filhos, vieram visitar-me aqui em Fátima. Mais 
propriamente, vieram os seis Filhos a Fátima, com a Mãe,
mas três desencontraram-se nas ruas centrais), como que
a refazer o último percurso que os Pais tinham feito juntos
nos dias 26 a 28 de Dezembro (vieram cá no Sábado e só 
regressaram a casa na Segunda-feira, disse-me agora a Mãe): 
- rezar a Nossa Senhora,
- visitar a Exposição de Círios, "Testemunhos da Luz",
  na igreja da SS. Trindade, e
- ver a Colecção de Presépios no nosso Centro Bíblico, especialmente
o Presépio do Cazaquistão e o ícone russo oferecidos pelo Pai.
 
Este foi um verdadeiro encontro de revelações:
 
- Casaram ambos com 20 anos,
viveram casados 45 anos,
tiveram 6 filhos, 5 dos quais a viver no Canadá,
o neto mais velho tem 21 anos.
 
- Mais disse a viúva: «Ele parece que já adivinhava.
Disse para nos irmos confessar e ficámos cá a rezar e a descansar
mais um dia do que tínhamos previsto. Quase uma despedida...» 
 
- Neste Sábado regressa ao Canadá com os 5 filhos que lá moram,
para passar algum tempo com eles e com os netos. Será o refazer
de uma veste que não se rasgou, mas é preciso reaprender a usar...
 
Para mim, esta Epifania trouxe mais revelação:
 
- Como a dor, não passando, se vai transformando em saudade
e em amor interiorizado: «Já chorei muito; agora, Nossa Senhora
disse-me para não chorar mais. Vou continuar a pensar nele,
mas sem chorar» - testemunhou a Mãe, diante dos Filhos.
 
- Como um casamento, vivido a dois durante 45 anos em comum,
continua vivo para além da presença física de um dos cônjuges.
 
- Como a fé, embora sem devolver fisicamente a pessoa amada,
a torna presente e pode manter a comunhão para além dos sentidos.
 
- Como a presença de amigos, num momento destes, se torna
sacramental do Deus-Connosco para a família dolorida: os Filhos
agradeceram, sensibilizados, a presença do frei Benjamim,
do frei Hermano e de vários ex-colegas do João, no Seminário. E
eu descodifiquei alGuns nomes que assinavam mensagem de
solidariedade no blog do irmão sol
do João no Seminário. 

De facto, O JOÃO CONTINUA CONNOSCO.
E A SUA FAMÍLIA TAMBÉM, A PARTIR DE AGORA.
A Fraternidade, tão querida de S. Francisco, e vivida naqueles
verdes anos de Seminário, mantém entre nós raízes para toda a vida.
 
À saída, a viúva pediu orações por ele.
«Não hão-de faltar» - garanti-lhe.
 
Frei Lopes Morgado
 


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WEBANGELHOS DE ANSELMO BORGES E FREI BENTO DOMINGUES

Pe Anselmo Borges

In Diáriode Notícias de 2 Janeiro 2010

 

DEUS É UM LUXO

 

A última vez que o encontrei foi em 1988, em Nimega (Holanda). Recebeu-me na sua cela bem modesta, e, embora a saúde já não fosse particularmente boa, concedeu-me tempo para uma longa conversa. E foi aí que lhe lembrei a sua afirmação de que Deus não é uma necessidade, mas um luxo. Ele confirmou: "Sim. Abusou-se de Deus, da palavra Deus, no sentido de que Deus foi funcionalizado, posto em função do homem, da sociedade, da natureza... Ora, a natureza, o homem e a sociedade não têm necessidade de Deus para serem o que são. Mas, por outro lado, o luxo da nossa vida humana é, por exemplo, poder receber um ramo de flores. Não é uma necessidade. É um gesto completamente gratuito. É essa a grande experiência humana."

Edward Schillebeeckx morreu na véspera de Natal, no passado dia 23, em Nimega. Tinha 95 anos. Frade dominicano, foi um dos teólogos católicos mais prestigiados do século XX. Preparou e inspirou decisivamente o Concílio Vaticano II, concretamente nalguns dos seus documentos mais importantes, referentes à Revelação e ao diálogo da Igreja com o mundo. Ao velho aforismo "Fora da Igreja não há salvação", E. Schillebeeckx contrapunha: "Fora do mundo não há salvação." Co-fundador da revista Concilium, que continua a ser publicada em várias línguas, a sua influência impôs-se muito para lá da Teologia, tendo, por isso, recebido o Prémio Erasmus. Crítico da Igreja oficial, concretamente da política eclesiástica do Vaticano na nomeação dos bispos, para ter de novo uma Igreja uniforme, enfrentou por três vezes a Congregação para a Doutrina da Fé e denunciou os seus métodos. Definiu-se, no entanto, como "um teólogo feliz".

Perguntas fundamentais: Que significado tem ainda o cristianismo para o nosso mundo secularizado?, que futuro para a Igreja? Resumiu-me o essencial: "O ecumenismo das religiões deve ser sustentado por um ecumenismo de toda a humanidade sofredora. O sofrimento injusto: eis o grande problema." Assim, "diria que o grande desafio, portanto, o futuro do cristianismo depende da presença dos cristãos e, por conseguinte, da Igreja, no futuro do mundo, nas necessidades dos homens e das mulheres. É necessário que a Igreja se não interesse apenas por si mesma, mas que se desligue de si mesma e olhe para o mundo dos homens". "Refiro-me a todo esse processo em prol da justiça, da paz e da salvaguarda e defesa da criação."

Quando lhe perguntei quais as forças que disputam o futuro do mundo actual, respondeu que há sobretudo três grandes dinamismos: "Por um lado, há o positivismo, sobretudo o positivismo científico, a tecnocracia; por outro, há esse misticismo a-político, a interioridade pura, sem relação com o mundo, com a sociedade; finalmente, as religiões, as grandes religiões mundiais, que, cada vez mais, redescobrem as suas fontes e raízes. Há aí, cada vez mais, uma ligação entre a mística e o compromisso político e social."

Esta era, para ele, a religião verdadeira, que vive do vínculo indissolúvel de ética e mística, e que tem também de ser racional. É certo que hoje "há também toda uma tendência irracional contra tudo o que é da razão. Mas eu sou contra isso. É necessário aceitar a razão enquanto tal, pois é também um motor libertador. Trata-se, porém, da razão que é esclarecida, estimulada pela consciência do sofrimento. Caso contrário, a razão é totalmente fatal e funesta para os seres humanos. Mas, quando a razão é estimulada pelo facto do sofrimento incrível no mundo, é uma razão iluminada não só pela fé, mas também pelo sofrimento injusto".

O pensamento de E. Schillebeeckx centra-se nas experiências negativas e de contraste. "Neste contraste, o homem experiencia que a situação tal como se apresenta - de maldade, de injustiça, de sem sentido -, tem de ser mudada. Nesta experiência de contraste, temos já implicitamente a perspectiva do positivo no negativo." Aí, tem de intervir a praxis solidária libertadora, que pode abrir-se à esperança fundada de que a palavra última pertence a um mistério divino indisponível de salvação, ao Deus vivo que liberta.

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A estrela

Por Frei Bento Domingues

In Público 3 Janeiro 2010 

 

 

Só se defende bem a família quando se vive no horizonte do mundo como família

 

 

Hoje é o dia da Estrela que leva os estranhos, os mais afastados, até ao Presépio

 

1. Em Outubro, José Saramago agitou alguma sonolência religiosa do país, não só com a narrativa Caim, mas sobretudo com as declarações que fez no seu lançamento, procurando deixar Deus e a Bíblia sem futuro. A provocação parece ter favorecido o despertar religioso. Muitos sentiram a necessidade de viver a fé de forma mais instruída e manifestá-la de modo mais desassombrado.

Neste contexto, o Prémio Pessoa, atribuído a D. Manuel Clemente, bispo do Porto, extravasa a alta qualidade cultural do agraciado. O estilo exemplar com que intervém na comunidade católica e na sociedade exprime aquilo que muitos esperam da Igreja e dos que servem com dignidade a sua missão.

A discussão em torno do "casamento" entre homossexuais continua no seu curso normal, com gente a favor e gente contra, sem recurso a campanhas religiosas ou anti-religiosas. Os bispos portugueses manifestaram-se nitidamente contra, mas sem apelar a manifestações de rua. Talvez seja a atitude mais acertada. Não é, aliás, uma questão que diga directamente respeito à jurisdição da hierarquia, pois não se trata da celebração católica de "casamento" entre homossexuais.

 

 

2.Nesta época, ouço repetir que o Natal está paganizado, porque reduzido a uma festa de família. Há vários equívocos ligados a essa afirmação. A família é uma realidade da condição humana. Quanto aos seus modelos, tem assumido, ao longo da história, diferentes expressões, segundo as várias culturas.

Se o Natal consegue congregar as famílias - mesmo quando muitos não participam nas celebrações litúrgicas -, um cristão não pode deixar de se alegrar com esse belo fruto. A celebração litúrgica prossegue um objectivo muito mais amplo e profundo: anunciar que importa fazer família com quem não é da família dita biológica. O contributo original do Natal cristão - sem desvalorizar a família biológica - consiste, precisamente, em abrir o caminho para que o mundo se torne uma fraternidade. O grande contributo da celebração eucarística resulta do facto de manter viva a memória de Jesus, isto é, a vontade de pessoas de muitas famílias formarem um único corpo, alimentando-se da realidade viva de Cristo ressuscitado, que deu a vida para que todos se tornem irmãos, reunir todos os filhos de Deus dispersos (Jo 11, 52).

Este horizonte universal corrige a tendência para o isolamento do clã familiar. Do ponto de vista cristão, a família deve ser o lugar e o ambiente onde se desenvolve uma educação para encarar o mundo como globalização da fraternidade. Na laicização dos valores evangélicos - liberdade, igualdade e fraternidade - esta foi sempre a mais esquecida pelos programas políticos e sociais.

Daí que um bom exercício natalício seja o convite de uma pessoa ou várias para participar na ceia ou no jantar do Natal: ter dentro alguém de fora.

 

 

3.Chamo a atenção para este ponto, porque, graças a boas iniciativas, surgiram, na imprensa, artigos, entrevistas e cadernos sobre o Natal bastante interessantes. Não li tudo, mas no que li não observei que esta questão central tenha sido desenvolvida. Muitas iniciativas são de beneficência. Levar aos sem-abrigo uma ceia ou um almoço, roupas e calçado é uma forma de inclusão que só pode ser elogiada e apoiada, ao longo de todo o ano. No entanto, a Igreja Católica, na defesa da família, terá de colocar na sua agenda uma outra perspectiva: só se defende bem a família quando se vive no horizonte do mundo como família, isto é, na construção de um mundo de irmãos. A falta de partilha económica, cultural e social das famílias ricas deixa sem substância a celebração eucarística. O corpo de Cristo não é só o de há dois mil anos, em Belém, não é só o Cristo ressuscitado, não é só o Cristo presente na missa, mas o corpo místico aberto a toda a humanidade.

No fundo, esquece-se o contencioso de Jesus, testemunhado nos Evangelhos, com a família em geral, com as famílias dos discípulos e com a sua família de Nazaré. Consta, literalmente, que os familiares de Jesus, por causa de andar a fazer família com quem não era da família e fazer da casa dos seus pais e irmãos a casa dos necessitados e excluídos, quiseram prendê-lo, julgando que Ele estava doido: Tendo Jesus chegado a casa, de novo a multidão acorreu, de tal maneira que nem podiam comer. Quando os seus familiares souberam disto, saíram para ter mão nele, pois diziam: "Enlouqueceu!"... Nisto chegam sua mãe e seus irmãos que, ficando do lado de fora, o mandam chamar. A multidão estava sentada em volta dele, quando lhe disseram: "Estão lá fora a tua mãe e os teus irmãos que te procuram." Ele respondeu: "Quem são minha mãe e meus irmãos?" Percorrendo com o olhar os que estavam sentados à volta dele, disse: "Aí estão minha mãe e meus irmãos. Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe" (Mc 3, 20-21; 3, 31-35).

Hoje é o dia da Estrela que leva os estranhos, os mais afastados, até ao Presépio. Nele estava a nascer a Estrela para todos aqueles que não querem uns à mesa e outros à porta. A epifania do Presépio aponta para uma religião aberta a todos os povos, a todos os excluídos da família humana, a sagrada família de Deus.

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ACTUALIZAÇÃO

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Gostava tanto que os textos do PeAnselmo BorgesFrei Bento Domingues  pudessem ter aqui uma espécie de Debate/Oração na linha  para que aponta este texto de E. Schillebeeckx e as reflexões de Anselmo.

Um luxo podermos falar de Deus, podermos falar com Deus.

 

Conversas luxuosas, deslumbrantes, famílias, assim, deslumbradas com este Deus deslumbrado, Ele mesmo, connosco.

DOIS MIL E DEZ, PARA SERMOS FELIZES DE VEZ !

 

Venham de lá esses deslumbrados testemunhos .

 

antónio colaço



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Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010
JOÃO CASAIS, MAIS DO QUE UM ADEUS, UM ATÉ JÁ!

 

 

Decorreu,ontem, Domingo, 3 de Janeiro, o funeral do nosso amigo João Casais. O irmão sol esteve presente através da presença dos nossos amigos João Teixeira e Agostinho Vaz. e, bem assim, do António Joaquim em representação da Associação dos Antigos Alunos Capuchinhos.

Ao João Teixeira um obrigado pelas imagens que ajudam a perpetuar este breve adeus ao João Casais.

Também o Delfim e Frei Benjamim e ainda Frei Hermano Filipe, ao que apurámos, estiveram presentes para além dos muitos amigos naturais de Cristelo como bem testemunham as imagens.

Entretanto, continuamos a receber e a publicar os testemunhos de quem queira associar-se a este momento que só é de dor se não olharmos para ele como um momento Maior das nossas vidas.

A toda a família do João, em especial a sua esposa, filhos e netos o nosso abraço solidário.

O Zé Ramos, colega do João Casais aí está com a sua palavra.

 

 

antónio colaço

 

 

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ACTUALIZAÇÃO

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Só agora. dia 4 de madrugada, vi a notícia.
 
E a memória com que ele passa a estar definido para mim, apesar de ter convivido com ele nos anos de Poiares, é, sem dúvida, aquela em que ele, homem de vida construída com sucesso, se abriu generosamente ao convívio e ao dom.
 
Solidariedade a todos por esta dura experiência partilhada.
 
José Ramos
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Que eternamente descanse em paz a alma de João Casais. Pêsames a todos os familiares e aos colegas do AAC
 
samuel cardoso
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Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010
A IRMÃ MORTE LEVOU-NOS O JOÃO CASAIS!CONTINUAS CONNOSCO,JOÃO!SEMPRE!

 

João Casais(o terceiro da direita) e esposa com o filho Paulo, no dia do casamento que aqui reportámos.

 

 

O nosso querido irmão João Casais deixou-nos esta madrugada.

Sem tempo para mais edição, deixamos as coordenadas enviadas pelo seu filho Paulo Casais, a quem, em nome de todos os leitores do irmão sol, deixamos, para si e toda a família, um abraço do tamanho do João Casais solidário que tivemos o privilégio de conhecer, apesar de tão breve.

 

É assim: o funeral do João tem lugar pelas 15 horas, na Igreja de Cristelo, Barcelos, no próximo Domingo, 3 de Janeiro.

 

Pedimos a todos os nossos amigos que vivam por perto que participem neste último gesto.

O João merece!

Adeus, João!

Quer dizer, Lá, onde estás, continuas obrigado, agora com mais peso, a não permitires que o nosso conventinho encerre as suas portas!

João, estive em Fátima dois dias depois de ti e filmei com o Frei Lopes Morgado o presépio que lhe trouxeste do Kasakstan. Se bem reparas, e contigo os nosso leitores, ali mais abaixo, o pequeno filme começa e acaba com a imagem do teu presépio!

Esta madrugada, embora atrasado, enviei-te a ti e a alguns dos amigos ( falaremos um destes dias sobre o frenesi/stressante da nova moda das BOAS FESTAS SMS!!!) a seguinte mensagem que, agora, ignoro se ainda terás lido.Vê-me só de que voltas se fazem os nossos dias.A mensagem, com que termino este muito mal amanhado apontamento, que tu mereces muito mais:

 

"DOIS MIL E DEZ! Felizes DE VEZ! Não, não se trata de rima e sim de REMAR contra todos os desânimos!Obg.antónio colaço"

 

Sem palavras, João!Mas sim, creio que tu já és FELIZ DE VEZ!

 

antónio colaço

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(Actualização)

 

JOÂO CASAIS EM FÁTIMA.TALVEZ A SUA ÚLTIMA FOTOGRAFIA

FREI LOPES MORGADO

 

 

 

Fotos de Frei Lopes Morgado assinalando a emocionada entrega,no passado dia 26 de Dezembro, por João Casais e esposa, do Presépio do Kazakstan.Dado o formato enviado ser incompatível, tivemos de proceder a alterações!.

 

 

No texto que acompanha estas fotos, Frei Lopes Morgado adianta:

 

No dia 26 de Dezembro o João Casais, acompanhado pela esposa, ambos emocionados, fez a entrega deste presépio para o Museu.

O doador emocionou-se até às lágrimas recordando as duras circunstâncias de isolamento e de frio vividas naquele deserto e as diligências feitas junto de um sacerdote de origem espanhola para encontrar um presépio daquela zona de religião ortodoxa.

Obrigado, João.

 

O João Casais nasceu em Cristelo, Barcelos, a 7 de Agosto de 1944, e honrava-se de ter sido aluno no Seminário dos Capucnhinhos em Gondomar, onde entraria em Setembro de 1955.

Casado, emigrou para o Canadá, onde trabalhava numa companhia petrolífera, que nos últimos anos o deslocou para o Casaquistão.

No Verão passado, atingida a idade da reforma regressou definitivamente ao seu país.

 

"Às 05.30 do dia 1, o João foi chamado pela irmã morte corporal a viver na Casa do Pai uma Vida Nova e Eterna.

Descansa em Paz, João.

Continuas connosco.

 

Frei Lopes Morgado

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Nesta hora difícil quero apresentar os meus pêsames a todos os familiares e amigos do João  e manifestar-lhes toda a minha solidariedade.
Um abraço amigo


Fernando Barros
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Neste triste momento, também quero manifestar os meus sentidos pêsames a todos os seus directos familiares e irmanar-me no sentimento de perda de todos nós, companheiros e amigos. O João Casais que (no meu caso particular) não conheci em tempo de estudos, mas apenas no nosso Encontro de Barcelos em Setembro passado, era nosso íntimo conhecido através do blog Irmão Sol, sendo um interessado frequentador deste apreciado local de encontro informático dos antigos alunos e da comunidade dos Capuchinhos.
Um abraço amigo
 
Armando Pinto
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Paz e Bem!

Eu não conheci pessoalmente o João Casais mas conheci-o nalguns dos seus gestos de grande solidariedade e amor. Um deles já foi aqui falado e diz respeito ao esforço que fez para conseguir arranjar um presépio do Kasaquistão, alegrando-se e emocionando-se com a alegria que sabia que iria gerar no frei Morgado, nos Capuchinhos que ele amava, e em todos quantos visitassem a colecção de presépios em Fátima.

Outro gesto que talvez vocês desconheçam tem a ver com a ajuda pronta que ele deu para que o projecto «essencial timor-leste» se pudesse concretizar no passado mês de Agosto. Ele compreendeu perfeitamente o alcance do projecto no que diz respeito à formação dos jovens, acreditou, e fez-nos sentir o seu abraço com uma avultada ajuda material.

Agora, ele contempla o Criador do Irmão Sol face a face e, melhor do que ninguém, pode pedir-Lhe que volte um dos raios do irmão sol para aquecer os corações naturalmente doridos e sofridos dos familiares do João Casais.

Como os nove jovens que foram comigo a Timor-Leste na sua maioria estudam e vão amanhã logo a seguir ao almoço para as cidades onde estudam, nós os dez iremos juntar-nos ainda hoje para um momento de oração por ele e sua família.

Bem haja Irmão João!

Frei Hermano Fili
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publicado por animo às 23:38
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