Sábado, 13 de Fevereiro de 2010
DESDE MAÇÃO....TOMEM LÁ CARNAVAL!

 

Maçanicos dos anos 40(?) como já não há!!!!

Aqui fica como registo, memória, mas, sobretudo, como desafio!

antónio colaço



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Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010
NELSON MANDELA INVICTUS

 

Boa, Clint! Obrigado, Nelson, afinal, somos nós quem, 20 anos depois, continuamos aprisionados nas grades dos nossos muitos e pequenos egoísmos.

Perdoar para vencer ou continuarmos a perder, a sentirmo-nos perdidos e, pior, sem o saber.

antónio colaço



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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010
PARABÉNS, FREI BERNARDINO,HOJE MANUEL PIRES, PELOS 50 ANOS DE VIDA SACERDOTAL

 

Através da leitura do Frei Acílio,no post anterior, soubemos da celebração dos 50 anos de ordenação sacerdotal de Frei Bernardino, hoje Frei Manuel Pires - mas, para nós, noviços de 1968/1969, será sempre o Frei Bernardino - e que orienta o Convento de Barcelos. Certo?!

Pois o animador de serviço sem qualquer pudor, sai do recato a que se obrigou e convoca para aqui, não só os colegas desse saudoso noviciado como o seu Mestre de Noviços, algures, num 18 de Agosto de 1968, creio, em Barcelos, no dia da Tomada de Hábito!!!

 

 

O pessoal, mas sem o Frei Bernardino e sim com o Frei Evangelista!!!( Onde raio é que meti a outra foto?!Alguém ajuda?!)

 

 

Barcelos, 40 anos depois ( meu Deus, dizer q-u-a-r-e-n-t-a.....anos depois.... ) aqui sem o Jockin( Joaquim Gonçalves) e o João Teixeira, presentes em Barcelos mas, despistados, não apareceram para o "instante fatal", para não falar dos outros que não estiveram por Barcelos.

 

Parabéns, Frei Bernardino!

O que os anos nos fazem quando fazemos anos!

antónio colaço

 

 



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SINAIS DE DEUS

- Ó Pedro, Eu disse-te que deitasses a rede… não que entrasses em rede!

- …Estou quase a fazer um blog e poder pregar o Evangelho chateando comodamente de casa!

 

 
Bom Dia,Com Paz e Alegria!

 
A árvore conhece-se pelos seus frutos.
Um dos caminhos para nos encontrarmos
ccm o Deus da Vida, da Festa,
da Liberdade e da Alegria
é a atenção aos sinais que Ele nos deixou,
a mãos cheias,
por toda a Criação
e nos acontecimentos da História.
      De segunda a sábado uns 500 participantes apostaram na XIX Semana Bíblica de Barcelos,
em horário pós-laboral.
Muitos jovens, bastantes sacerdotes,
muitos casais... São sinais de Deus, hoje.
      Na Fraternidade dos Capuchinhos
e Comunidade de Santo Santónio de Barcelos,
o frei Manuel Pires,
celebra hoje 50 anos de vida sacerdotal.
Uma vida entregue aos Irmãos,
na simplicidade e na sabedoria,
na vivência e anúncio da Feliz Notícia
do Ressuscitado,
na ternura com os doentes e atribulados...
São sinais de Deus, hoje!
      No ofertório da Eucaristia final
da Semana Bíblica de Barcelos,
a solidariedade dos participantes foi testada.
E recolheu-se a linda quantia de 1.322,00€
para o projecto missionário da carpintaria de  Laleia em Timor-Leste. São sinais de Deus, hoje!
...E poderia multiplicar
as manifestações do Deus da Vida e da Bíblia.
Na Igreja e na Sociedade
há sempre quem largue o comodismo
de lavar a sredes na praia
e opte por FAZER-SE AO LARGO,
lançando as redes em profundidade. 
O PowerPoint (em anexo, e agora retocado)
pode ajudar-nos neste abrir os olhos do coração...

Abraço amigo de Paz e Bem
frei Acílio

 



publicado por animo às 12:04
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WEBANGELHO DE PE RUFINO SILVA

 

NR -Lamentavelmente não conseguimos a atempada edição deste texto do Pe Rufino.!Mas para meditar, todo o tempo é pouco, seja antes ou depois do Domingo!Ah! E continue a "aproveitar os seus tempos livres" deste modo.E nós que beneficiemos!ac

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Como modo de aproveitar os tempos livres, lembrei-me de compor o trabalho, que segue, abaixo, sobre a 1ª leitura da Eucaristia do próximo Domingo
 
Cumprimentos
 
Pe. Rufino Silva

 

 

 

 

 

 

 

 

Cumprimentos

 

Pe. Rufino Silva

 

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5º DOMINGO DO GTEMPO COMUM

 

A Liturgia da Eucaristia do próximo domingo (07-02-2010) convida-nos a reflectir, entre outras verdades, no tema “vocação”. De facto, lemos na primeira leitura da mesma Eucaristia que, quando Isaías tinha aproximadamente, vinte anos, Deus dirigiu-se-lhe para dizer: Antes que saísses do seio da tua mãe, Eu te consagrei e te constitui profeta entre as nações. Cinge os teus rins e levanta-te para ires dizer tudo o que eu te ordenar. Não temas diante deles, senão serei Eu que te farei temer a sua presença. Hoje mesmo faço de ti uma cidade fortificada, uma colina de ferro, e una muralha de bronze…”

Foi com estas palavras, que Deus chamou Isaías à realidade da vocação que devia concretizar, na terra… Isaías, por sua vez, ao ouvir Deus falar-lhe, acreditou nEle e sentiu-se imensamente lisonjeado, pensando: O Senhor dirigiu-me a Sua palavra!... E, então, dispôs-se a segui-la todos os dias da vida…A partir deste momento, Isaías passou a canalizar toda a sua vida para o único objectivo, verdadeiramente importante: Ser fiel ao Senhor e não se deixar desviar do caminho por Ele proposto.

 Assim, ao apelo de Deus, Isaías respondeu de modo consciente e decidido, com o seu sim... A esta atitude, dá-se o nome de vocação.

Esta actuação de Deus é o modo vulgar de se relacionar com os homens, mormente cristãos.

Ora, todos nós, crentes baptizados, somos profetas no tempo em que vivemos… Por isso, Deus convida ou chama os homens de hoje ao cumprimento da Sua vontade e espera a resposta, tal como fez com Isaías, há cerca de 2.740 anos, aproximadamente.

Esta vocação que Deus dirige a todos, muitas vezes e de variadíssimos modos, não se confunde com aquilo que nós chamamos o “futuro”. Porque este “futuro”, não é outra coisa, senão aquilo que vai acontecer ao ser humano depois do presente, em cumprimento de leis ou reacções físicas, naturais e/ou conjunturais. Não depende de nós, a não ser tentando corrigir ou debelar males que tememos…

Também não se confunde vocação com “destino”, porque este é a mesma coisa que sorte ou bem ocasional, em que não se pensava nem se aspirava.

A vocação também não está incluída na “futurologia” que é o conjunto de pesquisas que se realizam, para prever o que vai acontecer ou acertar nele.

A vocação é, isso sim, um dom ou um bem dado por Deus, que inunda toda a pessoa humana – o espírito (alma ou mundo psíco-individual) e a matéria (composto físico, sujeito à acção da mente) e que permanecem no ser humano de modo eterno (mesmo além túmulo) e permanente, enquanto o mesmo homem o aceita e se empenha em mantê-lo, através da vivência da Fé, no quotidiano de todos-os-dias. Quem se empenha em viver assim na terra, onde quer que viva; exerça a profissão que tiver; se situe no estrato social em que se encontre; ocupe, tanto na Igreja como fora dela, o lugar que ocupar; etc., etc., etc. é santo. Atingiu o máximo e único escalão, da perfeição na Igreja e no Mundo: A santidade.

Que sublime ideal está ao nosso alcance!...

Vale bem a pena que nos preocupemos com o nosso viver diário, usando critérios esclarecidos e sãos de vida diária, baseados no amor a Deus e aos outros homens, nossos irmãos.

Radica aqui, sem sombra de dúvida, o segredo da nossa paz e felicidade pessoal e social; o verdadeiro gosto de viver a vida terrena e o modo eficaz de manter, em nós, a Esperança autêntica e eterna, mais que suficientes para superarmos todas as crises e problemas, na terra....

 

Pe. Rufino Silva

 

 

 
 


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MATINAS



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Sábado, 6 de Fevereiro de 2010
WEBANGELHO DE ANSELMO BORGES

 

PE ANSELMO BORGES

 

CARTA DEMOLIDORA AO PAPA

 

In DN 6Fev 2010

 

O autor da carta, Henri Boulad, 78 anos, é um jesuíta egípcio de rito melquita. Não é um jesuíta qualquer: há treze anos que é reitor do colégio dos jesuítas no Cairo, depois de ter sido superior dos jesuítas em Alexandria, superior regional, professor de Teologia no Cairo. Conhece bem a hierarquia católica do Egipto e da Europa. Visitou quarenta países nos vários continentes, dando conferências, e publicou trinta livros em quinze línguas. A sua carta, inspirada na "liberdade dos filhos de Deus" e a partir de "um coração que sangra ao ver o abismo no qual a nossa Igreja está a precipitar-se", funda-se, pois, num "conhecimento real da Igreja universal e da sua situação actual".
A carta tem três partes: a presente situação, a reacção da Igreja, propostas.
Há constatações que não podem ser ignoradas. 1. Assiste-se à queda constante da prática religiosa. Quem frequenta as igrejas na Europa e no Canadá são pessoas da terceira idade, de tal modo que, por este andar, será necessário fechar igrejas e transformá-las em museus, mesquitas ou bibliotecas. 2. Os seminários e os noviciados também continuam a esvaziar-se. 3. São muitos os sacerdotes que abandonam, e os que ficam - a sua média etária ultrapassa frequentemente a da reforma - têm a seu cargo várias paróquias. "Muitos deles, tanto na Europa como no Terceiro Mundo, vivem em concubinato à vista dos fiéis, que normalmente os aceitam, e do seu bispo, que não aceita, mas vai fechando os olhos por causa da escassez de clero." 4. A linguagem da Igreja é "obsoleta, anacrónica, aborrecida, repetitiva, moralizante, completamente inadaptada ao nosso tempo". 5. Impõe-se uma "nova evangelização", inventando uma linguagem nova. "Temos de constatar que a nossa fé é muito cerebral, abstracta, dogmática, e se dirige muito pouco ao coração e ao corpo." 6. Não é, pois, de estranhar que muitos cristãos se voltem para as religiões da Ásia, as seitas, a New Age, o ocultismo. A fé cristã aparece-lhes hoje como "um enigma, restos de um passado acabado". 7. No plano moral, "as declarações do Magistério, repetidas à saciedade, sobre o casamento, a contracepção, o aborto, a eutanásia, a homossexualidade, o casamento dos padres, os divorciados que voltam a casar, etc., já não dizem nada a ninguém e apenas provocam indiferença".  8. A Igreja católica, que foi a grande educadora da Europa, "parece esquecer que esta Europa chegou à maturidade" e "não quer ser tratada como menor de idade". 9. Paradoxalmente, são as nações mais católicas do passado que agora  caem no ateísmo, no agnosticismo, na indiferença. Quanto mais dominado e protegido pela Igreja foi um povo no passado, "mais forte é a reacção contra ela". 10. O diálogo com as outras Igrejas e religiões está hoje em "preocupante retrocesso".
A reacção da Igreja é a de minimizar a gravidade da situação, apelar à confiança no Senhor, apoiar-se na ala mais conservadora ou nos países do Terceiro Mundo. Esquece-se que "a modernidade é irreversível" e que também "as novas Igrejas do Terceiro Mundo atravessarão, mais cedo ou mais tarde, as mesmas crises que a velha cristandade europeia conheceu".
Que fazer? "A Igreja tem hoje uma necessidade imperiosa e urgente de uma tríplice reforma." 1. Uma reforma teológica e catequética, para repensar a fé e "reformulá-la de modo coerente para os nossos contemporâneos". 2. Uma reforma pastoral, "para repensar de cabo a rabo as estruturas herdadas do passado". 3. Uma reforma espiritual, para revitalizar a mística e repensar os sacramentos. "A Igreja de hoje é demasiado formal, demasiado formalista", como se o importante fosse "uma estabilidade puramente exterior, uma honestidade superficial, certa fachada".
Que sugere então o padre H. Boulad? "A convocatória de um sínodo geral a nível da Igreja universal, no qual participassem todos os cristãos - católicos e outros - para examinar com toda a franqueza e clareza estes e outros pontos. Esse sínodo, que duraria três anos, terminaria com uma assembleia geral que sintetizasse os resultados desta investigação e tirasse daí as conclusões."
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NOTA DA REDACÇÃO

 

Se alguém tivesse dúvidas acerca do estatuto editorial do irmão sol, aqui está, luminoso, pela mão de Anselmo Borges, o nosso Estatuto Editorial!
 
Para aqueles que julgam que este lugar tresandaria a beatice, velas e sacristia, incompatível, portanto, com o seu mais que legítimo estatuto de agnósticos, ateus, ou, porventura, convictos indiferentes, aqui está, para que não restem quaisquer dúvidas, a parte mais substanciosa dos princípios porque nos regemos.
E aqui, seja-me permitido, como responsável, desde a primeira hora por este lugar de encontro, reafirmar que a última coisa que me passaria pela cabeça, eu mesmo, ainda meio aturdido, quase a soerguer-me, empoeirado, sangrado, na berma da minha estrada de Damasco, era que investisse, agora, de internet em riste contra os meus irmãos convocando-os para que se demitissem de todas as suas dúvidas e dos seus mil e um receios.
Fica, assim, claro, que o irmão sol, mais do que um fim em si mesmo, outra coisa mais não é do que a grande mesa na qual todos têm lugar e onde, sem qualquer privilegiado estatuto, social ou intelectual, todos estão obrigados, sim, a tudo partilhar. Alegrias, tristezas, angústias, incertezas, mas também, e cada vez mais, a ALEGRIA das conquistadas CERTEZAS!
Como esta que hoje, aqui e agora, pela mão de Anselmo partilhamos: também nós nos incomodamos ao olhar para a Igreja em que nos tornámos. É por isso que nos metemos a caminho de Emaús.
Venham achegas!
antónio colaço


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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010
MATINAS



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Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
ÂNIMO, MANEL!

No preciso momento (7.30 desta terça enregeladamente soalheira) em que o Manel Carrilho dá entrada na sala de operações  do Hospital de Sta Maria, acabamos de receber estas palavras deixadas por ele através dos seus filhos Ana e Gui.Obrigado para eles!

 

É um privilégio, sabendo o estado de saúde do Manel, perceber até onde somos capazes de ir em circunstâncias nada agradáveis.Quero ser digno da tua coragem, Manel!

Obrigado, Manel.

Estamos todos a torcer por ti!

antónio colaço

PS

Não tenho foto para ilustrar as tuas palavras.Havemos de tirar o retrato mal fiques bem!

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Ânimo
 
 
Desafiou-me o amigo Colaço, para dissertar algo sobre a palavra “Ânimo”.
Talvez, para saber a minha força ou o meu estado de alma, numa altura destas.
Podia começar pela pergunta - Quanto pesa uma alma?
Poderia responder, que a alma pesa tanto como a consciência.
Mas haveria logo um menino, que diria que com as “novas tecnologias”, já é possível pesar a consciência.
Poderia dizer, que pesa tanto como o mundo.
Mas logo viria o tal menino, dizendo que todo o volume das diversas massas, já foram calculadas e fácil seria calcular o peso do mundo.
Para não me chatear mais, (o tal menino), dir-lhe-ia, que o peso da alma, é igual ao peso do universo.
 Por se desconhecer o princípio e fim do universo, com os seus milhões de galácticas, impossível calcular em área ou volume o peso do universo.
Claro que isto daria pano para mangas, mas eu não vou por aí…
Tudo tem um princípio e fim.
Por paradoxo, não conhecemos o nosso princípio e o nosso fim.
Eu, pelo menos, começo apenas a ter recordações, dos meus 4 anos, porque tinha que ir para a mestra, a “educadora de infância”, nessa altura.
O fim…
Bom, o fim, vamo-nos apercebendo dele, mas sem nunca admitirmos bem, o avanço da idade.
Quando era novo, nunca me imaginei com a idade que tenho agora. Pedirem-me, para me imaginar, como seria eu, com esta idade, seria como se me pedissem para imaginar o mundo depois da morte.
Mas agora, passados tantos anos e vivendo neste mundo inimaginável, confere-me o direito, de já ter uma ideia, e este sentimento estranho, onde até posso imaginar o mundo depois da morte.
Tendo essa prorrogativa, não sei se me posso considerar um homem feliz.
Se estivesse a falar de alguma coisa, de que já tivesse alguma experiência antes, poderia compreender melhor a situação e explicá-la melhor, mas como é a 1ª vez, não é fácil.
À medida que os anos foram passando, porém, fui compreendendo até que ponto as provações e sofrimentos, são importantes.
Talvez por isso, encare e aceite melhor agora, as provações e sofrimentos que esta minha doença me provoca.
É isso também, que confere aos homens o facto de serem diferentes uns dos outros, e sentirem as coisas também de maneira diferente.
É devido à minha capacidade para ver certos aspectos de uma paisagem, que escapam aos olhos dos outros, a forma de sentir diferente, que me faz escolher palavras que diferem das utilizadas pelos outros, e me faz poeta.
As feridas emocionais e agora físicas, são como que o preço a pagar ao mundo, para se obter a independência como ser humano.
Em determinados momentos da vida, procurei a solidão, até de uma forma empenhada.
A solidão dava-me uma sensação de protecção por um lado, mas é uma espada de dois gumes.
É corrosiva, e pode corroer inconscientemente a alma e desintegrá-la, sem que a pessoa se aperceba disso.
Ah solidão, solidão
Mãe de tanta amargura
És filha da saudade
E irmã da desventura
 
Em relação ao meu ânimo, ou estado de espírito, é bom muito bom até, para quem está num hospital há quase 3 meses.
Fala-se bastante das doenças do coração, dos acidentes vasculares cerebrais, do estômago, fígado, intestinos, mas pouco ou quase nada sobre o aparelho urinário.
É uma doença silenciosa, pois não dói, até que de repente somos surpreendidos.
Recebi a notícia naturalmente, como se inconscientemente já estivesse à espera.
Não sei porquê, tenho umas características físicas que estão relacionadas com a maneira como funciona a minha mente, mas… será a mente de uma pessoa, a influenciada pelo seu corpo, ou será o contrário, e, nesse caso, as características corporais, mostram-se sobre o efeito da mente? Ou será ainda, que o corpo e espírito se interagem, influenciando-se mutuamente?
Mas deixemos isso para os entendidos.
Como poderão verificar, o meu estado de espírito, anda a saltitar para aqui e para ali, e, ainda não consegui fixar o pensamento na palavra ânimo.
Andava neste saltitar de ideias, quando chegou o amigo Colaço, trazendo-me o seu ânimo.
Isto no dia 29, sexta-feira, tinha eu acabado de almoçar
A ementa?
1 consumé de espargos
1 faisão real com trufas
A sobremesa?
Foi a conversa com o amigo Colaço, onde falamos de nós e de vós e de tudo e nada.
… da Animus, dos projectos dele e lá se foi, deixando-me o seu ânimo.
Obrigado Colaço.
 
Não sei se lhe consegui aliviar o peso da alma, mas ele aliviou o peso da minha, com a qual fiquei a falar.
 
Onde vais alma penada
Me perguntou a noite agreste
Sempre só e tresmalhada
Que mal ao mundo fizeste?
 
Conversa comigo, malvada
Não tenhas medo, responde
Mas minha alma fica calada
E da noite até se esconde
 
Mas, com ela eu insisto…
E minha alma descontrolada
Mais triste que a noite triste
Quer falar mas não diz nada!
 
A alma!...
Um dicionário qualquer me diz que ânimo é: … alma, espírito, alento, vida, vigor, firmeza e coragem.
É isso que eu tenho, para enfrentar a vida.
Não pensem que estou acamado, ou coisa assim.
Ando naturalmente e bem, não tenho dores, só espero a operação.
Amanhã, dia 2, lá irei então para a sala de corte e costura, e, vai tudo correr bem.
Seja o que Deus quiser.
Depois, num novo episódio, vos descreverei então o que é o ânimo.
Por enquanto vão lendo o blog “animus60” que eu vou remeter-me ao silêncio.
Obrigado a todos que me têm incutido força e coragem.
Deixo-vos com
Silêncios
 
Há no mundo… silêncios
Que nada nos dizem
Porque…
De tão distantes, tais silêncios
Não nos chegam.
Mas… às vezes basta
Uma pequena lembrança
Para que…
Das nossas gargantas
Saia o grito
Que muito longe chegará.
 
Há no mundo… silêncios
Que são gritos de revolta
Calados
Porque surdos
São aqueles que não escutam
Os gritos no silêncio da noite
Porque…
A noite é o silêncio
 
Há no mundo… silêncios
Que mesmo longe se ouvem
…mas em surdina.
Tais silêncios são palavras
Que se calam
Na boca do coração.
Palavras que se misturam
No sangue
Porque…
Feito de sangue é o silêncio
 
Há no mundo… silêncios
Que são gritos censurados
De vidas que morrem
Sufocadas
Mas grilhetas dos silêncios
Porque…
Só a morte é o silêncio
 
Caríssimos amigos:
No meu silêncio vos deixo com um abraço e este soneto.
 
Já nascia no escuro a tristeza
A primeira poesia, o verso puro
Que trazia o meu peito sem defesa
Da perda, que me tornava duro
 
Era a dor um muro de singeleza
No desânimo, eu era inseguro
Ao compor um poema que surpresa
Vi que melhor seria o meu futuro
 
A palavra amor depois de escrita
Me trouxe ânimo e a esperança
Por isso a respeito por ser bonita
 
Assim escrevendo, é doce paixão
Fica a alma mais pura e bendita
Ainda mais forte fica o coração
 
 
 
 
Da Enfermeira Chefe… Susana
 
Quando no peito o coração se aperta
E a nossa alma parece deserta
Como tomada por causa doentia,
Quando estranha saudade nos invade
E um sentido de perda e de ansiedade
Nos confrange cá dentro e angustia;
 
Quando imagens, momentos, evocamos
E até os cheiros no ar que respiramos
Parecem tão presentes e reais,
Que imensa frustração de nós se apossa
Face à certeza que então nos acossa;
De não os revivermos nunca mais
 
Porque a bela palavra “nostalgia”
Com que enfeitamos prosas e poesia,
Que viaja connosco a outras eras
Ou que nos traz saudade verdadeira,
É trucidante, bárbara, açoeiteira
Pois não se ressuscitam as quimeras
 
 
Até um dia, se Deus quiser
 
 
…continua…
 
Manuel Carrilho


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Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010
ACÍLIO MENDES O NOVO ARCIPRESTE DE BARCELOS NOMEADO POR....MÁRIO SOARES!

Bom Dia,
Com Paz e Alegria!
 
Com o abraço de Paz e Bem,
vai esta «FLORINHA FRANCISCANA»,
colhida no jardim de Barcelos.
frei Acílio
 
 
 
Florinha Franciscana
Mário Soares, Francisco de Assis e Frei Acílio
 
De como frei Acílio foi nomeado Arcipreste de Barcelos pelo Dr. Mário Soares
 
            A Câmara Municipal de Barcelos organiza, durante este ano, um ciclo de conferências sobre «o Diálogo Inter-religioso, Consciência e Religiões –Perspectivas».
            O pontapé de saída foi dado pelo Dr. Mário Soares, Presidente da Comissão de Liberdade Religiosa. Foi no dia 30 de Janeiro, numa conferência que suscitou o interesse das pessoas que enchiam o Auditório Municipal de Barcelos.
            Num texto escrito, o ex-Presidente da República começou por abordar a origem das religiões, salientando a resposta que elas deverão dar às prementes questões que inquietam a consciência humana: Quem somos? De onde vimos? Para onde vamos? Qual o sentido da vida e da morte?
            Todos sabem que sou agnóstico. Não sou ateu. Um verdadeiro ateu tem razões para negar Deus. Eu não encontrei essas razões. Sei que a fé é uma graça divina. Eu nunca fui tocado por essa graça. Custa-me acreditar num Deus antropomórfico, muito à imagem do homem, que se entretém a espiar as acções das pessoas, convidando umas para a bem-aventurança, atirando outras para o inferno.
            O Dr. Mário Soares apresentou, em síntese, um recorrido pela história, focando mais o mundo ocidental, desde a «conversão» de Constantino, assumindo o cristianismo como a religião do Império Romano, passando a Igreja de comunidade perseguida a instituição perseguidora.
            Houve épocas em que as três religiões do Livro – Judaísmo, Catolicismo e Islamismo – conviveram pacificamente. Um símbolo deste enriquecimento mútuo acontece em Córdova. Não esqueçamos que foi o papa Alexandre III que concedeu o título de rei ao nosso D. Afonso Henriques.
            O conflito entre as interpretações bíblicas e o caso Galileu, com a revolução do heliocentrismo, em detrimento do geocentrismo. Nos séculos XVII e XVIII houve grandes progressos científicos. No século XIX, novo conflito entre a ciência e a Igreja, com a teoria evolucionista de Darwin e o criacionismo bíblico. A primeira lei da separação do Estado e Igreja foi promulgada na França, em 1905. Portugal vem logo em segundo lugar, em 1911, um ano após a implantação da República. Nesse tempo o clericalismo era muito forte e influente, provocando um fortíssimo anti-clericalismo, liderado por Afonso Costa. A Igreja regressa à política com os acontecimentos de Fátima, em 1917. Em 1921 o «Partido da Igreja» (com Salazar) tem assento no Parlamento Nacional. Em 28 de Maio de 1926 é imposta uma ditadura que permanece ao longo de 48 anos.
Sempre houve na Igreja – na Igreja Católica, dado que às outras Igrejas não eram reconhecidos os mesmos direitos – muitas figuras de vulto que viveram e lutaram por valores humanistas e democráticos, pelos direitos humanos e pela justiça social. Por exemplo, o Padre Joaquim Alves Correia [Missionário Espiritano] com o seu livro «A largueza do Reino de Deus», o Padre Abel Varzim e as questões sociais, o bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes, e a sua corajosa Carta a Salazar, após a farsa eleitoral com a derrota do General Humberto Delgado…
            O Concílio Vaticano II trouxe grandes avanços na linha do ecumenismo, do diálogo inter-religioso e com todas as pessoas de boa vontade, assim como o reconhecimento da autonomia das realidades terrestres e da ciência e da cultura…
            Em 1974 vivemos a Revolução de Abril, com a implantação da II República. De modo algum queríamos repetir agora os erros da I República. Por isso, como Ministro dos Negócios Estrangeiros, encontrei-me com o Núncio Apostólico e com o Cardeal D. António Ribeiro. Houve sempre diálogo e o necessário consenso em questões mais sensíveis.
Com a liberdade da Revolução dos Cravos e com a realidade social da imigração (Portugal passou de País de emigrantes a País de imigrantes), as grandes religiões passaram a ter mais visibilidade em Portugal – coisa que só acontece nos países democráticos. Realidade bem diferente é o fenómeno das seitas que, a coberto de questões religiosas, vão extorquindo o dinheiro aos seus fiéis. Também diferente é o terrorismo político, por vezes com aparências de religião. É verdade que, ainda hoje, temos alguns governos teocráticos, mas apenas no mundo islâmico, como no Irão, por exemplo.
Hoje, as grandes religiões abraçam o diálogo inter-religioso, deixando de lado o fanatismo. Eu aprendi muito nos trabalhos com a Comunidade de Santo Egídio, em Roma. Hoje caminhamos para o diálogo e a aliança das civilizações.»
                        … E houve um tempo para perguntas e intervenções dos participantes. Achei por bem intervir. Mais ou menos nestes termos:
            «Sou franciscano capuchinho, sacerdote – frei Acílio. De passagem por Barcelos. Não pretendo levantar qualquer questão, ou formular perguntas. Apenas sublinhar alguns valores. Aproveito para agradecer à Câmara de Barcelos esta excelente iniciativa cultural. Posso fazê-lo em nome dos Franciscanos Capuchinhos, presentes em Barcelos hà 75 anos e que sempre mantiveram com a Câmara uma atitude de mútua colaboração. Quero também agradecer ao Dr. Mário Soares este sintético, mas oportuno e elucidativo roteiro pelos caminhos da liberdade e do diálogo inter-religioso.
            Sou franciscano. Sei que o Sr. Dr. Mário Soares participou nalguns Encontros Ecuménicos em Assis, uma arrojada iniciativa profética do papa João Paulo II, que ele mesmo baptizou de «Espírito de Assis». Nesta quarta-feira, o papa Bento XVI, na audiência geral, na sua alocução para muitos milhares de fiéis que acorrem à Praça de São Pedro, apresentou São Francisco de Assis como o santo que «continua a fascínar inúmeras pessoas de todas as idades e credos religiosos». E vê em Francisco de Assis o modelo de diálogo inter-religioso para nós, hoje. Numa época em que a Igreja, para «libertar umas pedras», organizava as Cruzadas, matando miuros e infiéis sarracenos, Francisco de Assis, diz textualmente o papa: «foi até às terras sob o domínio do Islão, armado somente com a sua fé e mansidão, conseguindo estabelecer um diálogo frutuoso com os muçulmanos, o qual ainda hoje é modelo para nós».
Alegra-me também que o Dr. Mário Soares, na resposta a uma questão acerca do confronto entre o Islamismo e o Cristianismo ocidental, tenha apontado para métodos e fins mais humanistas. Não se trata de saber quem deve ceder, mas apelando à necessidade de aprender a coexistir e a conviver. Peço desculpa da comparação. Mas nós não somos como os bois das «chegas» de Montalegre, em que o confronto só termina com a humilhante desistência de um dos beligerantes…O diálogo inter-religioso é fundamental para a liberdade pessoal, a convivência social e a salvaguarda da criação.
Não faço perguntas. Reafirmo valores. Bem-haja. Sr. Presidente da Câmara! Bem-haja, Sr. Dr. Mário Soares!
O Dr. Mário Soares começou por agradecer ao «senhor Arcipreste de Barcelos». E é desta feita que, por uns segundos, o frei Acílio é «arcipreste de Barcelos». Desfeito o equívoco, o Dr. Mário Soares, acrescenta mais alguns dados:
Participei com emoção nos Encontros de Assis. Naquele tempo, eu ainda percebia pouco de religiões. Mas sempre admirei a «grandeza dos franciscanos». Já disse que meu pai tinha sido padre. Agora digo mais: ele também era franciscano. Quando eu era Primeiro Ministro, a Irmandade dos Franciscanos [da Luz] convidou-me para um almoço no seu convento. Um frade de idade avançada ofereceu-me um precioso documento. Meu pai, antes de se casar pela Igreja – com todas as licenças do Vaticano – fez ali uns dias de reflexão, escrevendo, no fim, as suas impressões. Foi este documento que os frades me entregaram e que eu guardo com muito carinho. Quando meu pai faleceu, deixou-me uma carta a pedir que, após a sua morte, fossem celebradas umas quantas Missas por ele, além de outras obrigações. E tudo se fez como ele pediu.
Agradeço ao senhor padre franciscano a evocação do Encontro de Assis, onde muito aprendi.
 
Em louvor de Cristo e do seu servo Francisco,
 
Barcelos, 30 de Janeiro de 2010
frei Acílio Mendes

 



publicado por animo às 12:52
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