Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012
MATINAS

Tejo o7.25

As presentes palavras foram escritas no contexto Facebook.
Mas, creio, é perceptível que têm actualidade também aqui em ambiente blog!
..........................

"Estou a pensar seriamente em eliminar alguns amigos/as, pois não vejo qualquer retribuição de quem é ajudado. Parece um retrato da vida real, falta de solidariedade para com o outro e de um egoísmo puro! Esta Mensagem é dirigida aq...ueles em que a carapuça servir."
2
Não conheço o Pedro Pessoa em quem tropecei no topo (Feed) dos head lines desta manhã.
Preparava-me para convocar as palavras com que embrulhar o solzinho desta manhã e,zás, toma lá um grito de alma vindo de alguém que navega neste mesmo facebookiano barco.
Nem mais, um navio a entrar no cais.
(É sempre um espectáculo imperdível as miríades de flashes disparados de quem chega a nova terra!)
As primeiras palavras deste dia foram, assim, para o Pedro.Estão lá, na sua página, a tentar aquecer-lhe a alma e, quem sabe,tão parecidas como aquelas que eu próprio aqui, não há muito, deixei.
De facto, o Facebook não pode resolver - COMO A VIDA,EM SI, TAMBÉM NÃO - as contradicções de que são feitos os nossos dias. Sim, criou-nos, a todos -a começar por mim próprio - esta sensação de que , no instante de um clic, saia amizade para a mesa do canto e lá se vai uma angústia, um sentimento de solidão, um pressentimento de falta de reconhecimento, um queixume de se sentir a mais, uma vontade de afogar num copo os tantos ais....
3
E eis o milagre do sol que nasce todos os dias.
O Pedro, ontem, por curiosidade, escreveu qualquer coisa sobre a meia idade que dizia, se não me falha a memória que na meia idade o "trabalho começa a deixar de dar prazer e o prazer começa a dar muito trabalho"!!
Um belo trocadilho que serve na perfeição para terminar com esta réplica: que bom ter tido este trabalho matinal para nos ajudarmos, uns aos outros, a sentir , da vida, o seu lado divinal, seja qual seja a ideia que cada um, do "divino", tem.
Obrigado, então,Pedro Pessoa por esta agradável ..."trabalheira"!
Desejo-lhe um belíssimo dia sem..."eliminações" (dá tanto trabalho, sei do que falo:eliminar 600 e tal amigos de rajada, como alguns estarão recordados!!!Dois dias,a delete,delete!!!) e antes um grande dia cheio de ILUMINAÇÕES, quer dizer, ILUMINAÇÃO!
4
Tem este solzinho.Diga lá se não é uma boa ajuda!
O resto está nas nossas mãos!
Obrigado.
antónio colaço

 



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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012
MATINAS

Tejo,07.26

 

A notícia espalhou-se pelos céus e as gaivotas disputavam, agora, entre si,protagonismos de asas, voos arriscados, "bebedeiras de azul",tudo para serem as primeiras a render as soalheiras vénias.
O sol ria-se com estas refregas mas jamais hesitava um segundo que fosse.
Quando nascia, nascia mesmo para todos.
Obrigado.

antónio colaço



publicado por animo às 08:00
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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012
WEBANGELHO SEGUNDO FREI BENTO DOMINGUES
Fazer familia com quem não é da família.
Frei Bento,sempre no seu melhor.
ac

 

Clica na imagem para leituraampliada.



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WEBANGELHO SEGUNDO FREI BENTO DOMINGUES
a


publicado por animo às 22:24
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EXPOSIÇÃO LISBOAS-40 ANOS DE LISBOA. 12 A 28 DE ABRIL NA MÃE D'ÁGUA .AMOREIRAS

LISBOAS

40 ANOS DE LISBOA

pintura.escultura.fotografia.música

12 a 28 de abril

MÃE D'AGUA . AMOREIRAS

 

E aqui está a notícia que queria ter dado, ontem, "em directo" do Nicola, mas que, de todo, foi impossível, e na sequência de reunião de trabalho com Fernando Neves, do Museu da Água, com quem acertei todos os pormenores e a quem agradeço, desde já, toda a disponibilidade manifestada.

2

A inauguração terá lugar pelas 19 horas da Quinta, 12 de Abril, e estás, desde já, convidado.

Programa e tudo o mais, lá mais para a frente.

3

Deixo-vos com um dos mais bem esgalhados textos (uau!) de uma das exposições realizada ao longo destes 40 anos, "DE TANTO OLHAR", que me parece conter uma honesta visão do que entendo por Arte, e que aqui partilho, bem como um dos desenhos de uma época que me proponho relembar com especial carinho, o ano de 1972, Lisboa, para onde vim, saído,serenamente, de um convento capuchinho no Porto.

Obrigado.

 

DE TANTO OLHAR

 

Olhar para tudo, olhar para todos é já só o que me resta.

Como se nunca tivesse sabido fazer outra coisa.

De tanto olhar, fiz dos olhos em que tropeço a minha derradeira casa.

É neles que me refugio e aconchego .

Em regra, entro neles sem pedir licença.

Dou-lhes nomes, formas, figuras, linhas e cores.

Convoco-os para incontáveis aventuras, desafio-os para remotas paragens e, ao cair das noites, retempero-lhes as almas cansadas pelo peso do meu tanto olhar.

Nunca me desiludem, a nada se negam, mas se por um instante me distraio é certo e sabido que os posso perder para sempre.

Como são dolorosas as partidas...

Com que avidez preparo novas chegadas...

Escolho sempre as minhas vítimas, mas, em regra, acabo vítima delas.

 

No ritual com que as atraio pode ler-se nos meus olhos :

-Por que é que os teus olhos não olham, para o que os meus olhos olham nos teus?...

E num gesto derradeiro:

-Como serão as noites no quarto que os teus olhos anunciam?!

 

A Arte não existe, apenas o desejo do Belo *.

É por isso que só posso falar-vos dos dolorosos percursos em busca daquilo “ que causa prazer à vista ou ao ouvido ”.

Rastos de tantos rostos.

Restos, afinal.

Olhar é desejar, mais do que possuir.

Na paleta das tantas emoções vai um rodopio de tintas de inimagináveis cambiantes atropelando tímidos esboços de corpos que aguardam por um sopro de vida; noutra tela mais ao lado, o frame de um vídeo regista para sempre um olhar que só tu sabes explicar; desencontradas colagens de urze, velhas ferragens e pequenas rochas, dão-te o suplemento de alma para a jornada que, finalmente, pensas tu, te fará entrar no reino do Belo a que, continuadamente, aspiras.

E, no entanto, trinta anos volvidos, desejar, mais do que possuir, continua a ser a única senha que acreditas possa conduzir-te ao reino que te abrirá as portas do “prazer” que anseias.

Até lá, afasta de ti, por igual, mercadores e críticos, ávidas sanguessugas especializadas na descoberta de “nomes” com que afirmarão a sua própria sobrevivência e em nome dos quais combaterão todos os outros nomes que se lhes atravessem no caminho.

O que agora vos mostro são os rastos do muito que vi, desejei, mas não pude possuir.

É por isso que um outro - o que em mim deseja – não estará aqui para vos receber.

Junto-me a ele e alijamos aqui a carga.

É com ele que sigo viagem, mais leve, em busca de outras rotas, adivinhadas. Desejadas.

Falo-vos do desejo do Belo, confiante de que um dia de mim tome posse, e tremo só de pensar com que olhos o receberei, eu, que de tanto olhar, de o procurar não pararei.

 

*Belo- (adj.Do lat. bellus).1.Que provoca uma emoção estética; que causa prazer à vista ou ao ouvido.

( Dic. Academia das Ciências, Verbo)

janeiro.2001



publicado por animo às 10:29
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MATINAS

Hoje, senti falta do nascer do sol!”

Na manhã seguinte, decidiu que, por muito esplendoroso que fosse o nascer do sol daquele dia, deixaria que as suas palavras dessem lugar às mais íntimas palavras com que cada um quereria celebrar o seu nascer do sol.

Assim, como que se sentia redimido de nada ter feito no dia anterior para que o sol não tivesse deixado de brilhar nos enregelados corações que, minuto a minuto, não cessavam de o esperar.

Obrigado.

 

antónio colaço



publicado por animo às 08:10
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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
MATINAS

 

Hoje, querido pombo madrugador, que um destes dias me surpreendeste juntando-te para saudarmos o nosso Irmão Sol, quero que sejas tu, hoje, o sol deste meu dia quando o que só sinto no mais íntimo de mim são as nuvens ameaçadoras fazendo-me crer que, hoje, não há sol.

Quero sentir-me a voar com a mesma alegria e confiança que transportas nas tuas asas.

Quero desafiar os céus sabendo que cada vez mais preciso de ter bem assentes neste meu sofrido chão os doridos pés por mais uma desilusão.

Vem, irmão pombo, não quero que me substituas, quero que me faças de novo sair para as ruas.

Voemos, irmão pombo, para bem longe das nossas mágoas, as minhas e as tuas.

Obrigado.

antónio colaço



publicado por animo às 08:51
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Sábado, 11 de Fevereiro de 2012
WEBANGELHO SEGUNDO ANSELMO BORGES

Pe Anselmo Borges

In DN

DEUS E A PERGUNTA FINAL

 

Quatro momentos de uma reflexão sobre Deus, o Homem, o niilismo e a pergunta final.

1. Conta-se que uma vez alguém se aproximou de Buda e lhe perguntou: "Deus existe?" Buda respondeu: "Sim". Depois de comer, veio outra pessoa, que queria saber: "Deus existe?" E Buda disse: "Não, não existe." No final da tarde, uma terceira pessoa veio com a mesma pergunta: "Deus existe?" "Terás de decidir isso tu próprio", respondeu Buda. "Mestre, que absurdo!", disse um dos seus discípulos. "Como podes dar respostas diferentes à mesma pergunta?" "Porque são pessoas diferentes", res- pondeu o Buda, o Iluminado. "E cada uma delas aproximar-se-á de Deus à sua maneira: através da certeza, da negação e da dúvida."

2. No ano de 1796, Jean Paul escreveu um dos textos mais sublimes e ao mesmo tempo mais terríveis da grande literatura alemã: Rede des toten Christus vom Welgebäude herab, dass kein Gott sei (Discurso do Cristo morto, desde o cume do mundo, sobre a não existência de Deus).

Nele, o grande escritor descreve um sonho. Pela meia noite e em pleno cemitério, numa visão apavorante, o olhar estende-se até aos confins da noite cósmica esvaziada, os túmulos estão abertos, e, num universo que se abala, as sombras voláteis dos mortos estremecem, aguardando, aparentemente, a ressurreição. É então que, a partir do alto, surge Cristo, uma figura eminentemente nobre e arrasada por uma dor sem nome. E, com um terrível pressentimento, "os mortos todos gritam-lhe: 'Cristo, não há Deus?' Ele respondeu: 'Não, não há Deus.' Então, a sombra de cada morto estremeceu, e umas a seguir às outras desconjuntaram-se. E Cristo continuou, anunciando o que aconteceu no instante da sua própria morte: 'Atravessei os mundos, subi até aos sóis, voei com as galáxias através dos desertos do céu; e não há Deus. Desci até onde o ser estende as suas sombras, e olhei para o abismo, gritando: 'Pai, onde estás?' Mas apenas ouvi a tormenta eterna, que ninguém governa". Quando, no espaço incomensurável, procurou o olhar divino, não o encontrou; apenas o cosmos infindo o fixou petrificado "com uma órbita ocular vazia e sem fundo, e a eternidade jazia sobre o caos e roía-o e ruminava-se". O coração rebentou de dor, quando as crianças sepultadas no cemitério se lançaram para Cristo, perguntando: 'Jesus, não temos Pai?' E ele, debulhado em lágrimas, respondeu: 'Somos todos órfãos, eu e vós, não temos Pai'. "Nada imóvel, petrificado e mudo! Necessidade fria e eterna! Acaso louco e absurdo! Como estamos todos tão sós na tumba ilimitada do universo! Eu estou apenas junto de mim. Ó Pai, ó Pai! Onde está o teu peito infinito, para descansar nele? Ah! Se cada eu é o seu próprio criador e pai, porque é que não há--de poder ser também o seu próprio exterminador?"

Para Jean Paul, a morte de Deus não é ainda um destino espiritual inevitável, mas apenas a tentação de uma possibilidade ameaçadora, contra a qual quer prevenir. Quando acordou do pesadelo ateu, a sua alma "chorava de alegria, por poder de novo adorar a Deus - e a alegria e o choro e a fé nele era a oração".

3. Um século depois (1882), o louco de Nietzsche proclamou a morte de Deus: "O louco saltou para o meio deles e trespassou-os com o olhar. 'Quem vos vai dizer o que é feito de Deus sou eu', gritou! "Quem o matou fomos todos nós, vós mesmos e eu!"

"Nunca existiu acto mais grandioso." Mas, ao mesmo tempo, Nietzsche não se mostra completamente eufórico. "Para onde vamos nós, agora? Não estaremos a precipitar-nos para todo o sempre? Não andaremos errantes através de um nada infinito? Não estará a ser noite para todo o sempre, e cada vez mais noite?"

4. O filósofo Gilles Lipovetsky escreveu, comentando, que Deus morreu e os homens não estão preocupados com isso. Mas outro filósofo, Leszek Kolakowski, disse que desde então nunca mais houve ateus serenos.

Lá está, pelo menos, a pergunta dos versos de H. Heine: "E continuamos perguntando,/uma e outra vez,/até que um punhado de terra/nos cale a boca./Mas isto é uma resposta?"

 

COMENTÁRIO

Nesta manhã gélida em que euforias e desalegrias se deram as mãos, meu querido Pe Anselmo, ui, que murro no estômago!

E no entanto, esta semana, por várias vezes me vieram à memória as palavras do Cristo abandonado no meio da sua dor "final".

Mas...como costumais dizer, "cá está",as suas perguntas permitem-nos, também, escolher as respostas que quisermos a partir de outros seus tantos e Iluminados ensinamentos.

Nesta manhã gélida, em que euforias e desalegrias se deram as mãos, meu querido Pe Anselmo, eu escolho definitivamente acreditar que a bondade de Deus sobreleva sobre todas as dúvidas, por mais metódicas que sejam.

Sim, Deus BOM e misericordioso,Criador que nos criou com esta formidável capacidade de escolher entre questioná-lo ou ACEITÁ-LO!

Aceito-TE,Bom DEUS, e mesmo sem saber de que Bondade é feita a tua Bondade, só pode mesmo ser uma Bondade Boa como tantas vezes me fazes experimentar!

antónio colaço



publicado por animo às 09:39
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MATINAS

Depois do meu amigo pombo, de ontem, também eu, gaivota de mim, queria igual protagonismo..
-?
-O quê?Ah!Pois é, agora reparo, o sol ainda não nasceu.Sou mesmo uma gaivota tonta!
Obrigado.

 

Tejo,07.34.

 

Obrigado.

antónio colaço

 

em edição

 



publicado por animo às 08:42
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Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012
MATINAS

Tejo,07.33.

 

Estou sem palavras.

Leva-me contigo, pombo madrugador.O Sol espera-nos com todo o seu matinal esplendor.

Obrigado.

antónio colaço



publicado por animo às 07:59
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